Hantavírus. DGS afirma não haver evidências de transmissão a tripulantes portugueses de avião

Hantavírus. DGS afirma não haver evidências de transmissão a tripulantes portugueses de avião

A DGS garante que não há evidências de transmissão de hantavírus aos tripulantes portugueses do avião que transportou um canadiano infetado. A Direção Geral da Saúde diz também que não há indicação de risco acrescido para a tripulação.

RTP /
Reuters

O esclarecimento surge depois do governo do Canadá ter confirmado um caso de infeção relacionado com o cruzeiro Hondius. "Até ao momento nenhum outro caso foi identificado", afirmaram as autoridades do Canadá.

O cidadão canadiano viajou num voo com 12 tripulantes portugueses. Testou positivo quatro dias depois do repatriamento.

A DGS explicou que durante a viagem os passageiros usaram máscara e luvas e que o avião foi descontaminado.

Segundo a DGS, o cidadão canadiano infetado terá tido sintomas na quinta-feira - quatro dias depois do voo de repatriamento - pelo que não estava, à data da viagem, "no período de transmissibilidade definido pelas orientações nacionais e pela evidência científica disponível".

A Direção-Geral de Saúde descarta riscos acrescidos para a população portuguesa, porque "a transmissão pessoa-a-pessoa do Hantavírus Andes é considerada rara" e ocorre sobretudo "em situações de contacto próximo, prolongado e com exposição a secreções ou fluidos corporais".
Hondius chega aos Países Baixos
Já atracou no porto de Roterdão o navio de cruzeiro Hondius, que protagonizou a crise sanitária global provocada por um surto de hantavírus.

As autoridades locais já anunciaram que estão a preparar a quarentena para as mais de duas dezenas de tripulantes que ainda estão a bordo tripulantes e 2 profissionais de saúde.

O navio tem bandeira dos Países Baixos e levava a bordo 150 passageiros de 23 países, quando viveu a bordo o surto de hantavírus.

O navio vai agora ser desinfetado.

Desde que o surto provocado pela variante dos Andes do hantavírus foi declarado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 02 de maio, foram confirmados em laboratório oito casos de infeção e registaram-se três mortos.

A OMS considera que o risco é moderado para os ex-passageiros e tripulação do navio de cruzeiro, onde se detetou primeiro o vírus, e baixo para o restante da população no mundo.

A origem deste surto de hantavírus ainda é desconhecida.
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