Helicóptero de Trump e avião comercial aproximaram-se demasiado em Washington

Helicóptero de Trump e avião comercial aproximaram-se demasiado em Washington

Um helicóptero que transportava o Presidente norte-americano Donald Trump aproximou-se demasiado de um avião comercial na terça-feira em Washington, incidente sob investigação do Conselho Nacional de Segurança nos Transportes (NTSB).

Lusa / Adicionar como fonte informativa
A agência de aviação dos EUA (FAA) investiga um incidente de segurança de terça-feira com o helicóptero militar do presidente Donald Trump | Foto: Eric Lee - Reuters

"O NTSB está a investigar um alegado incidente de perda de separação entre o helicóptero Marine One e um avião comercial que descolou do Aeroporto Nacional Ronald Reagan de Washington, D.C.", indicou a agência na rede social Facebook na quarta-feira, sem fornecer mais detalhes.

Kush Desai, porta-voz da Casa Branca, declarou em comunicado que os voos do Marine One eram pilotados por alguns dos melhores pilotos do mundo e que "o Presidente nunca esteve em perigo".

Por sua vez, a Administração Federal de Aviação (FAA, na sigla em inglês) explicou que, segundo a sua análise preliminar de segurança, houve uma perda momentânea de separação, após a qual cada aeronave continuou a afastar-se da outra.

"O controlador de tráfego aéreo manteve contacto com o piloto do avião comercial e com o piloto do helicóptero Marine One durante esta perda de separação", referiu ainda a FAA, garantindo também que Trump esteve sempre em segurança.

O organismo regulador especificou que continuará a investigar as circunstâncias do incidente e que implementará todas as medidas corretivas adequadas, com base nas suas conclusões.

Segundo o Wall Street Journal, as medidas de segurança nestas circunstâncias exigem uma separação de pelo menos 2,4 km na horizontal e 150 metros na vertical.

O jornal, indicando que o incidente ocorreu por volta das 14:30 de terça-feira (19:30 de terça-feira em Lisboa), especificou que o Embraer E-170 da American Airlines, operado pela sua subsidiária Envoy Air, em descolagem, aproximou-se do helicóptero, que seguia para a Base Aérea de Andrews, onde o Presidente embarcou para a Califórnia no avião presidencial.

A FAA reforçou drasticamente as medidas de segurança em torno do Aeroporto Ronald Reagan desde a colisão entre um avião comercial em aproximação e um helicóptero Black Hawk do Exército, que matou 67 pessoas em janeiro de 2025.

 

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