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Homem mais rico da África do Sul vai doar metade da fortuna aos carenciados

Homem mais rico da África do Sul vai doar metade da fortuna aos carenciados

Joanesburgo, África do Sul, 30 jan (Lusa) -- O milionário sul-africano Patrice Motsepe anunciou hoje que vai doar metade da sua fortuna a uma fundação de solidariedade, respondendo desta forma a uma campanha internacional dos filantropos norte-americanos Bill Gates e Warren Buffett.

Lusa /

Natural do Soweto, a sul de Joanesburgo, Patrice Motsepe, de 51 anos, controla o grupo mineiro African Rainbow Minerals e é a oitava fortuna do continente africano, avaliada em 2,65 mil milhões de dólares (cerca de 1,95 mil milhões de euros), segundo a revista norte-americana Forbes.

"As necessidades e os desafios são grandes e espero que este compromisso encoraje outros na África do Sul e em outras economias emergentes a dar e a fazer o mundo um lugar melhor", afirmou o milionário, num comunicado.

"Decidi há algum tempo dar pelo menos metade dos recursos gerados pelos ativos familiares para cuidar dos sul-africanos desfavorecidos, pobres e marginalizados", revelou Motsepe.

Este dinheiro "será utilizado durante a sua vida e depois (...) de forma a melhorar o quotidiano e as condições de vida dos sul-africanos pobres, deficientes, desempregados, mas também das mulheres, dos jovens e dos trabalhadores", referiu a mulher do milionário, Precious, em declarações a uma rádio local.

Patrice Motsepe é o primeiro africano a responder à campanha "Giving Pledge", uma ação lançada em 2010 pelo investidor Warren Buffet e o fundador da Microsoft, Bill Gates, que pretende encorajar as pessoas mais ricas do mundo a doar uma parte substancial das suas fortunas para projetos solidários.

Desde o lançamento da campanha, cerca de 70 milionários responderam ao apelo, incluindo o fundador da rede social Facebook, Mark Zuckerberg, ou o co-fundador da Intel (fabricante de processadores), Gordon Moore.

Patrice Motsepe integra o grupo de empresários sul-africanos que beneficiaram com a lei sobre a emancipação económica da comunidade negra do país, que obrigou as empresas que investiam na África do Sul a integrar acionistas não brancos após o fim do regime do apartheid (regime de segregação racial).

O grupo African Rainbow Minerals explora minas de ouro, platina, ferro e carvão no território sul-africano, e de cobre na Zâmbia e na República Democrática do Congo.

O empresário possui igualmente o clube de futebol Mamelodi Sundowns, com sede em Pretoria.

Os fundos doados pelo empresário vão ser canalizados para a fundação da família Motsepe, criada em 1999. A organização é responsável, entre outras ações, por programas nas áreas da educação e da agricultura

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