Mundo
Hungria bate recorde de refugiados e reforça medidas de segurança
No passado sábado terão entrado na Hungria cerca de 4.300 refugiados, dia em que bateu o recorde de entradas no país até ao momento. Acontece numa altura em que o Governo de Budapeste anunciou que vai atuar, a partir de dia 15, de forma mais rigorosa sobre os refugiados. Milhares de pessoas tentam sair da Hungria antes de entrarem em vigor as novas restrições.
De acordo com as autoridades húngaras, perto de
4.330 pessoas chegaram no sábado à Hungria, vindas da Sérvia. Grande parte
deles é da Síria, Iraque e Afeganistão e terão entrado no território através da
fronteira de Röszke, a sul do país, segundo a agência EFE.
No local por onde entraram, as autoridades estão a substituir a rede de arame farpado por um muro de quatro metros de altura.
Os refugiados que entraram na Hungria no sábado foram para um campo onde dezenas de tendas estão instaladas, incluindo as das Nações Unidas.
Em Nickelsdorf, do lado austríaco da fronteira, chegaram no sábado 6.600 pessoas.
Entretanto, na estação de comboios da capital, milhares de pessoas esperam por um comboio para seguirem até à Áustria e depois Alemanha antes de entrarem em vigor as novas restrições anunciadas pelo primeiro-ministro húngaro Viktor Orban.
Vanda Freire - RTP
Orban prometeu fechar as fronteiras húngaras e prender todos os migrantes em situação ilegal. Mais de 4.000 militares foram chamados para ajudar as autoridades a por em prática esta lei que deve entrar em vigor na terça-feira, dia 15.
"Rebeldes" vão ser detidos
Na sexta-feira, o chefe de Estado da Hungria, Viktor Orban, ordenou que as forças policiais comecem a partir da próxima semana a tomar medidas mais fortes contra os "rebeldes", escreve a Reuters.
Orban definiu uma lei que pretende levar para a prisão os migrantes que tenham atitudes de rebelião contra as autoridades, os que invadam estações ferroviárias e os que recusem registar-se, com medo de ficarem detidos em território húngaro.
O primeiro-ministro diz que muitos refugiados "invadiram estações, recusaram-se a dar as impressões digitais, falharam na cooperação e não estão dispostos a ir para lugares onde têm acesso a comida, água, alojamento e apoio médico". Orban acrescentou ainda que "eles revoltaram-se contra a ordem jurídica húngara".
Por isso, garantiu Orban, a partir de 15 de setembro quando as novas restrições sobre imigração entrarem em vigor, aqueles que entrarem pelas fronteiras ilegalmente vão ser detidos.
"A partir do dia 15, as autoridades húngaras não podem perdoar entradas ilegais", sublinhou.
No local por onde entraram, as autoridades estão a substituir a rede de arame farpado por um muro de quatro metros de altura.
Os refugiados que entraram na Hungria no sábado foram para um campo onde dezenas de tendas estão instaladas, incluindo as das Nações Unidas.
Em Nickelsdorf, do lado austríaco da fronteira, chegaram no sábado 6.600 pessoas.
Entretanto, na estação de comboios da capital, milhares de pessoas esperam por um comboio para seguirem até à Áustria e depois Alemanha antes de entrarem em vigor as novas restrições anunciadas pelo primeiro-ministro húngaro Viktor Orban.
Vanda Freire - RTP
Orban prometeu fechar as fronteiras húngaras e prender todos os migrantes em situação ilegal. Mais de 4.000 militares foram chamados para ajudar as autoridades a por em prática esta lei que deve entrar em vigor na terça-feira, dia 15.
"Rebeldes" vão ser detidos
Na sexta-feira, o chefe de Estado da Hungria, Viktor Orban, ordenou que as forças policiais comecem a partir da próxima semana a tomar medidas mais fortes contra os "rebeldes", escreve a Reuters.
Orban definiu uma lei que pretende levar para a prisão os migrantes que tenham atitudes de rebelião contra as autoridades, os que invadam estações ferroviárias e os que recusem registar-se, com medo de ficarem detidos em território húngaro.
O primeiro-ministro diz que muitos refugiados "invadiram estações, recusaram-se a dar as impressões digitais, falharam na cooperação e não estão dispostos a ir para lugares onde têm acesso a comida, água, alojamento e apoio médico". Orban acrescentou ainda que "eles revoltaram-se contra a ordem jurídica húngara".
Por isso, garantiu Orban, a partir de 15 de setembro quando as novas restrições sobre imigração entrarem em vigor, aqueles que entrarem pelas fronteiras ilegalmente vão ser detidos.
"A partir do dia 15, as autoridades húngaras não podem perdoar entradas ilegais", sublinhou.