Imagens de satélite expõem possíveis valas comuns na região de Mariupol
Imagens de satélite captadas pela empresa norte-americana Maxar Technologies indiciam a existência de mais de duas centenas de valas comuns próximas de Mariupol. As autoridades desta cidade portuária do sul da Ucrânia acusam as forças russas de terem enterrado nove mil civis para ocultar um morticínio.
As fotografias de satélite foram divulgadas na quinta-feira, dia em que o presidente russo, Vladimir Putin, reivindicou a tomada de Mariupol, ordenando, todavia, que o complexo siderúrgico Azovstal - onde permanecem soldados e civis ucranianos - fosse vedado e não invadido.
As imagens da Maxar Technologies mostram o que pode ser um conjunto de valas comuns em Manhush, a 20 quilómetros a oeste de Mariupol.
Segundo um comunicado da Maxar Technologies, a análise das imagens sugere que as primeiras sepulturas de Manhush tenham sido abertas no final de março. Nas últimas semanas foram alargadas.
Vadym Boychenko, presidente da câmara de Mariupol, acusou diretamente as tropas russas de "esconderem crimes militares", ao transportar corpos de civis da cidade até a uma área contígua ao cemitério de Manhush.
As valas podem conter até nove mil corpos, ainda de acordo com a câmara de Mariupol, que fez a denúncia na plataforma Telegram.
"Os corpos dos mortos foram levados por camiões e, na realidade, simplesmente despejados em montes", reforçou, por sua vez, Piotr Andryushchenko, assessor de Boychenko. Ao início da manhã, Moscovo ainda não tinha reagido a estas denúncias.
No caso de Bucha e de outras cidades em redor de Kiev, o Kremlin de Vladimir Putin negou que as tropas destacadas para a invasão da Ucrânia tivessem executado civis. O Governo russo acusou mesmo as autoridades ucranianas de encenação.
c/ agências