Inaugurada em Nampula Academia Militar Samora Machel

Inaugurada em Nampula Academia Militar Samora Machel

A Academia Militar Samora Machel é hoje inaugurada em Nampula, norte de Moçambique, pelo presidente moçambicano, Joaquim Chissano, numa altura em que as Forças Armadas do país entram numa fase de reorganização.

Agência LUSA /

A Academia Militar, cuja inauguração coincide com o 71º aniversário do nascimento do primeiro Presidente de Moçambique, Samora Machel, falecido num desastre aéreo em 1986, inicia o ano lectivo em Fevereiro de 2005 com cursos com o nível de licenciatura para oficiais do quadro permanente das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM).

Entretanto, o governo anunciou um conjunto de medidas de reorganização das FADM, criadas após a guerra civil que opôs as forças governamentais da FRELIMO à guerrilha da RENAMO, com destaque para a Força Aérea.

Segundo o vice-ministro da Defesa, Henrique Banze, as medidas vão incidir nos recursos humanos daquele ramo das FADM, que luta com uma quase total ausência de meios aéreos, como aviões e helicópteros.

"Sabemos que quando as pessoas olham para a Força Aérea querem ver aviões, mas neste momento as nossas atenções estão viradas para o factor humano, que é muito importante", defendeu Banze.

A base aérea de Nacala, um dos mais importantes portos do país, na província de Nampula, vai passar a ter uma utilização mista, recebendo tráfego civil e militar, anunciou o vice-ministro da Defesa, que referiu ainda o treino em França, em 2005, de oficiais da Marinha de guerra do país.

As FADM, inicialmente compostas por elementos das forças governamentais e guerrilheiros da RENAMO, têm no serviço militar obrigatório a principal fonte de incorporação, uma situação a que a oposição promete pôr cobro se vencer as eleições gerais de 01 e 02 de Dezembro.

Numa mensagem as militares de Moçambique, o presidente da RENAMO, Afonso Dhlakama, anunciou a profissionalização das Forças Armadas, se for eleito Presidente da República nas presidenciais de Dezembro próximo, cargo a que se candidata pela terceira vez.

"As novas missões das Forças Armadas, que são hoje, em tempo de paz, consideradas prioritárias, não se coadunam com o modelo de serviço militar obrigatório, antes exigindo formas crescentes de profissionalismo", defendeu Dhlakama.

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