Mundo
Incêndio em Banguecoque. Autoridades investigam suspeitas de negligência
Subiu para 30 o número de mortos no incêndio que deflagrou no fim de semana num bar em Banguecoque. Com relatos de muitas pessoas presas no edifício, as autoridades admitem estar a investigar alegada negligência.
A maioria das vítimas mortais do incêndio foi encontrada encurralada em casas de banho sem janelas, onde terão procurado escapar às chamas, anunciaram as autoridades esta terça-feira. E segundo relatos de sobreviventes, havia portas trancadas e falta de sinalização para saídas de emergência. O que leva as autoridades a investigarem alegada negligência.
"Neste momento, a polícia estabeleceu a negligência como a principal teoria que guia a investigação”, afirmou o chefe da polícia nacional, Kittiratt Phanphet, em conferência de imprensa.
O uso de materiais inflamáveis para decoração do espaço pode ter facilitado a rápida propagação do incêndio, que começou perto do palco, segundo a polícia.
"Isso indica falta de cautela e desrespeito pela segurança dos clientes", admitiu ainda Phanphet.
O chefe da Polícia da Tailândia confirmou que a maioria dos mortos foi encontrada em casas de banho sem janelas, junto a uma saída traseira, onde terão procurado refúgio. Essa saída não foi utilizada, e estaria possivelmente bloqueada por uma mesa de venda de doces, com outra saída, perto da cozinha, talvez bloqueada por prateleiras e cacifos. Havia sinais de que algumas portas de emergência poderiam estar trancadas.
Busakorn Saensuk, especialista em segurança contra incêndio do Instituto de Engenharia da Tailândia, inspecionou as consequências do incêndio no restaurante Rong Beer Na Lat Phrao e afirmou que a porta próxima à casa de banho estava trancada e que as outras duas portas estavam parcialmente obstruídas por móveis e outros objetos. Os clientes teriam instintivamente fugido em direção às traseiras, onde ficavam as casas de banho, disse Busakorn à BBC.
"Mas quando chegaram à parte de trás, não conseguiram sair”, explicou. “Se as luzes de emergência estivessem acesas, as pessoas teriam conseguido ver como a porta estava trancada e talvez até conseguissem destrancá-la".
Foi confirmada a morte de mais três pessoas, após uma avaliação inicial feita por autoridades de gestão de desastres que concluiu que um curto-circuito num aparelho de ar-condicionado instalado no teto causou o incêndio.
O incêndio fez pelo menos 30 mortos e dezenas de feridos. Os socorristas encontraram muitas das vítimas nas casas de banho no fundo do bar, acreditando os investigadores que estas tentaram fugir mas não conseguiram.
As autoridades confirmaram a identidade de 27 vítimas, restando três ainda sem identificação. Acredita-se que a maioria seja de cidadãos tailandeses. Dos feridos, 24 estão em estado grave, 15 sofreram ferimentos moderados e 36 sofreram ferimentos leves e já terão tido alta hospitalar.
O fogo no bar Rong Beer Na Ladprao - o mais mortífero na cidade em 17 anos - deflagrou na noite de domingo, na zona norte da capital tailandesa, com os bombeiros a demorarem meia hora a controlá-lo.
Em comunicado publicado na rede social Facebook, o bar fez um pedido de desculpas e apresentou condolências, garantindo estar a cooperar com as autoridades. O proprietário ficou gravemente ferido e está nos cuidados intensivos.
C/agências
"Neste momento, a polícia estabeleceu a negligência como a principal teoria que guia a investigação”, afirmou o chefe da polícia nacional, Kittiratt Phanphet, em conferência de imprensa.
O uso de materiais inflamáveis para decoração do espaço pode ter facilitado a rápida propagação do incêndio, que começou perto do palco, segundo a polícia.
"Isso indica falta de cautela e desrespeito pela segurança dos clientes", admitiu ainda Phanphet.
O chefe da Polícia da Tailândia confirmou que a maioria dos mortos foi encontrada em casas de banho sem janelas, junto a uma saída traseira, onde terão procurado refúgio. Essa saída não foi utilizada, e estaria possivelmente bloqueada por uma mesa de venda de doces, com outra saída, perto da cozinha, talvez bloqueada por prateleiras e cacifos. Havia sinais de que algumas portas de emergência poderiam estar trancadas.
Busakorn Saensuk, especialista em segurança contra incêndio do Instituto de Engenharia da Tailândia, inspecionou as consequências do incêndio no restaurante Rong Beer Na Lat Phrao e afirmou que a porta próxima à casa de banho estava trancada e que as outras duas portas estavam parcialmente obstruídas por móveis e outros objetos. Os clientes teriam instintivamente fugido em direção às traseiras, onde ficavam as casas de banho, disse Busakorn à BBC.
"Mas quando chegaram à parte de trás, não conseguiram sair”, explicou. “Se as luzes de emergência estivessem acesas, as pessoas teriam conseguido ver como a porta estava trancada e talvez até conseguissem destrancá-la".
Foi confirmada a morte de mais três pessoas, após uma avaliação inicial feita por autoridades de gestão de desastres que concluiu que um curto-circuito num aparelho de ar-condicionado instalado no teto causou o incêndio.
O incêndio fez pelo menos 30 mortos e dezenas de feridos. Os socorristas encontraram muitas das vítimas nas casas de banho no fundo do bar, acreditando os investigadores que estas tentaram fugir mas não conseguiram.
As autoridades confirmaram a identidade de 27 vítimas, restando três ainda sem identificação. Acredita-se que a maioria seja de cidadãos tailandeses. Dos feridos, 24 estão em estado grave, 15 sofreram ferimentos moderados e 36 sofreram ferimentos leves e já terão tido alta hospitalar.
O fogo no bar Rong Beer Na Ladprao - o mais mortífero na cidade em 17 anos - deflagrou na noite de domingo, na zona norte da capital tailandesa, com os bombeiros a demorarem meia hora a controlá-lo.
Em comunicado publicado na rede social Facebook, o bar fez um pedido de desculpas e apresentou condolências, garantindo estar a cooperar com as autoridades. O proprietário ficou gravemente ferido e está nos cuidados intensivos.
C/agências