Incêndios em França. Mais de três mil hectares queimados e 20 mil pessoas retiradas

Incêndios em França. Mais de três mil hectares queimados e 20 mil pessoas retiradas

Um intenso incêndio no sudoeste da França obrigou à retirada de mais de 20 mil habitantes e turistas. O incêndio consumiu já mais de três mil hectares a norte da baía de Arcachon, em Gironde.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Stephane Mahe - Reuters

Mais de 20.000 pessoas, incluindo milhares de turistas em parques de campismo e outros alojamentos de férias, foram retiradas por precaução devido ao avanço de um incêndio florestal "particularmente intenso" na costa atlântica do sudoeste da França.

O incêndio, que começou perto da vila de Saumos, a cerca de 40 quilómetros a oeste de Bordéus e a norte da baía de Arcachon, um destino turístico popular, queimou 3.100 hectares em menos de 24 horas, segundo anunciaram os bombeiros esta quinta-feira.


Até ao momento não foram registadas vítimas e há registo de apenas uma habitação destruída. Setecentos bombeiros e quatro aviões de combate estão no terreno a tentar travar as chamas, mas a situação “continua desfavorável”, admitiram os bombeiros, com “ventos irregulares” e altas temperaturas.

Em 2022, um incêndio florestal queimou mais de 30.000 hectares na mesma área, forçando à retirada de cerca de 50.000 pessoas das suas habitações.

A França tem sido fortemente atingida por incêndios e temperaturas extremas, estando a atravessar a terceira vaga de calor em menos de dois meses. A Météo-France anunciou esta quinta-feira que a onda de calor de 4 a 19 de julho foi a terceira mais longa de que há registo.

Na quarta-feira, a agência francesa de saúde pública anunciou que a onda de calor no país que ocorreu entre 17 de junho e 2 de julho levou a um aumento de mortalidade, com 5.764 mortes em excesso registadas.

Ainda que não possa ser atribuído definitivamente ao calor, este aumento da mortalidade foi observado em todas as faixas etárias a partir dos 15 anos – com um aumento acentuado a partir dos 45 anos –, o que a Saúde Pública de França (SpF) considera sem precedentes.
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