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Inquérito ao relatório Mueller ganha contornos criminais

Inquérito ao relatório Mueller ganha contornos criminais

O inquérito aberto pelo procurador-geral William Barr relativamente às bases iniciais da investigação do alegado conluio entre Donald Trump e Moscovo durante a corrida eleitoral de 2016 tornou-se numa investigação criminal. O Departamento de Justiça procura agora perceber se o trabalho do procurador especial Robert Mueller assenta em irregularidades.

RTP /
Carlos Barria - Reuters

A investigação parte das suspeitas de William Barr de que elementos das equipas dos serviços de informações que analisaram os dados que fizeram a base inicial da investigação de Mueller terão agido de forma irregular.

Aquando da escolha de Barr para o cargo de procurador-geral, muitos analistas fizeram notar que não era um acaso. Agora, o procurador-geral surge, como já sucedeu anteriormente, alinhado com a lógica do Presidente.

Trump sempre se disse vítima de uma caça às bruxas desde que entrou na Casa Branca, nomeadamente na questão do alegado conluio com Moscovo para garantir a vitória das eleições de 2016. Mas aqui a teoria da conspiração levou o Presidente a denunciar o que seria uma conspiração no âmago da Casa Branca, leitura que parece ter sido abraçada pelo procurador-geral William Barr.

Recentemente, Trump veio pedir que fossem investigados o ex-diretor do FBI James Comey, o ex-diretor da CIA John Brennan e o ex-diretor da agência Nacional de Inteligência James Clapper, uma obsessão do Presidente que o mantém agora centrado em antigos membros da sua equipa e que depois de saírem da Administração se tornaram seus críticos.

O procurador-geral viajou para o estrangeiro para se encontrar com membros dos serviços de informações, em Itália, pelo menos em agosto e setembro e, além de Roma, pediu ainda ajuda a Camberra para reunir provas visando minar o relatório de Mueller.

De acordo com uma fonte citada pela CNN, William Barr estará particularmente focado em Joseph Mifsud, um académico que terá estabelecido contactos com um membro da campanha Trump e que mereceu atenção particular no relatório do procurador especial.

No relatório da sua investigação, Robert Mueller não terá encontrado provas que pudessem sustentar a tese de conluio entre a equipa de Donald Trump e elementos ligados ao Kremlin na forma sólida que se esperava.

A primeira leitura parece ser ainda a leitura válida do relatório: a de William Barr, que num primeiro momento, em maio, resumiu o dossier a quatro páginas que ilibavam Donald Trump das piores acusações.
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