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Inundações ameaçam Banguecoque

Inundações ameaçam Banguecoque

Os canais que protegem a capital da Tailândia podem ceder a qualquer momento, apesar dos esforços para os reforçar com sacos de areia. Sete distritos de Banguecoque estão ameaçados, o governador ordenou a evacuação de 200 casas e pede a milhares de habitantes para fugirem para lugar seguro.

Graça Andrade Ramos, RTP /
Um homem segurando um bebé percorre as ruas da cidade inundada de Bang Bua Thong, a norte de Banguecoque. A cena poderá repetir-se na capital tailandesa dentro de horas, se os diques do Rio Chao Phraya cederem à pressão das águas. Narong Sangnak, EPA


O ponto mais preocupante é para já o dique construído paralelamente ao distrito de Khlong Hok Wa, o qual poderá não resistir às correntes do rio Chao Phraya, que sustém.

Militares, funcionários e população trabalham a toda a velocidade para ter as barreiras de reforço prontas até à noite de quarta-feira.

Um dos polos industriais a norte da capital está já inundado e as águas ameaçam um segundo parque industrial. Ainda mais a norte, várias aldeias acordaram esta manhã sob dois metros de água, os aldeões salvaram o que podiam.

O dilúvio começou no final de agosto e as inundações têm vindo a afetar o país lentamente, a partir do norte.

Há poucos dias, fontes oficias disseram que o pior das inundações já tinha passado.

Mas, esta terça-feira, a água vinda das planícies do norte e do centro do país espraiou-se como um lago a menos de 90 quilómetros da capital. É esta água que enche agora lentamente o rio Chao Phraya.

A água do rio está já um metro e meio acima da do canal mais próximo, o Rangsit Canal, pelo que este, apesar de ameaçar transbordar, é impossível de drenar.

Segundo uma sondagem, mais de 80 por cento dos tailandeses já não confia nos relatórios oficiais. A recém-eleita primeira-ministra tailandesa, Yingluck Shinawatra reconhece agora que o governo está incapaz de responder à escala do desastre.

Vinte e sete das 77 províncias da Tailândia estão debaixo de água, nove milhões de pessoas foram afetadas e há 317 mortos, a maioria afogados.

Os prejuízos rondam os três mil milhões de dólares, em fábricas, comércio, infraestruturas e colheitas destruídas. O balanço deverá ainda subir, tal como as águas.
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