Investigação praticamente concluída, faltando proferir despacho final - PGR
Lisboa, 02 Fev (Lusa) - O inquérito sobre os alegados voos da CIA em Portugal relacionado com o transporte de prisioneiros suspeitos de terrorismo "está praticamente findo, faltando proferir despacho final", revelou hoje à Lusa a Procuradoria-Geral da República (PGR).
Em resposta a uma questão sobre a conclusão do inquérito, o gabinete de imprensa da PGR adiantou à Agência Lusa que "o processo da parte da investigação está praticamente findo, faltando proferir o despacho final", o qual, "oportunamente, se divulgará".
A 07 de Janeiro último, em declarações aos jornalistas em Mirandela, o Procurador-Geral da República, Pinto Monteiro, disse que o processo sobre os alegados voos da CIA em Portugal estaria concluído em Fevereiro, após ter recebido informação nesse sentido da directora do Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP), Cândida Almeida.
O caso dos "voos da CIA" teve início em Novembro de 2005, quando o jornal norte-americano "Washington Post" revelou a existência de prisões secretas da CIA em vários pontos do Mundo para suspeitos de terrorismo, na sequência dos atentados de 11 de Setembro nos Estados Unidos.
A eventual passagem por países europeus, incluindo Portugal, de voos da CIA com prisioneiros para Guantanamo foi alvo de inquérito no Parlamento Europeu, com a organização de direitos humanos britânica REPRIEVE a garantir que largas dezenas de voos com prisioneiros passaram por território português, entre 2002 e 2006.
Uma participação da eurodeputada Ana Gomes à Procuradoria-Geral da República e outra do jornalista Rui Costa Pinto, que escreveu sobre o caso, levaram o Ministério Público português a decidir, em Fevereiro de 2007, a abertura de um inquérito-crime, a cargo do DCIAP, que investiga os processos mais graves e complexos.
FC/HFI.