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Israel. Netanyahu acusa Gantz de tentar roubar-lhe a vitória nas eleições

Israel. Netanyahu acusa Gantz de tentar roubar-lhe a vitória nas eleições

O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu acusou o rival, Benny Gantz, de tentar roubar-lhe a vitória nas eleições legislativas realizadas na passada segunda-feira em Israel. A denúncia ocorreu após Gantz reunir esforços para ser aprovada uma lei que impedisse de formar um governo um candidato com acusações judiciais pendentes.

RTP /
Ronen Zvulun, Reuters

“Este é um esforço feito para dividir o país, enquanto estamos a enfrentar sérios desafios como a crise do coronavírus” afirmou Netanyahu numa reunião com os deputados do seu partido, aberta à imprensa.

O mesmo acrescentou que “no Irão eles destituem os candidatos antes das eleições, mas aqui Gantz fê-lo após as eleições, independentemente dos resultados”.

Em reposta ao referido por Netanyahu, Gantz escreveu na sua página oficial do twitter: “Alguém comemorou cedo demais”.

Enquanto é aguardada uma decisão por parte do líder do partido da direita, Avigdor Liberman, o parlamento convocou uma reunião para o próximo dia 16 de março.

A aprovação do projeto-lei é apoiada por outros partidos, como é o caso do Meretz. O líder do partido referiu que “seria a coisa mais acertada a fazer politicamente e eticamente” e “refletiria a vontade da maioria dos eleitores”. Todavia, a aliança política Yamina discordou, ao referir que essa lei era “extremamente antidemocrática”.

O presidente de Israel, Reuven Rivlin, pode não vir a conceder a nenhum dos dois candidatos um mandato para formarem um governo, caso nem Netanyahu nem Gantz consigam obter uma clara maioria na percentagem de votos.

Se for aprovada a lei que impede o atual primeiro-ministro de formar um governo, o Likud poderá vir a substituir Netanyahu.

Gantz também poderá vir a tentar formar um governo minoritário, caso Netanyahu não obtenha a maioria.

Ayman Odeh disse que o seu partido não poderia apoiar nenhum governo em que o líder do Yisrael Beytenu, Avigdor Liberman, fosse ministro; e Liberman disse que não apoiaria um governo que estivesse fora da coligação.
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