Israel pede medidas ao Governo neerlandês para conter "epidemia de antissemitismo"

Israel pede medidas ao Governo neerlandês para conter "epidemia de antissemitismo"

O Ministério dos Negócios Estrangeiros de Israel pediu hoje ao Governo neerlandês para tomar medidas mais enérgicas para conter, o que descreveu como uma "epidemia de antissemitismo", após uma explosão numa escola judaica em Amesterdão na noite de sexta-feira.

Lusa /
Piroschka Van De Wouw - Reuters

"Onde ocorrerá o próximo ataque? O Governo neerlandês precisa de fazer muito mais para combater o antissemitismo", afirma o ministério israelita numa mensagem publicada na sua conta na rede social "Twitter".

Na sexta-feira à noite, a Polícia e os bombeiros foram chamados a uma escola judaica no sul de Amesterdão, onde uma explosão, seguida de incêndio, causou danos ligeiros na fachada do edifício.

Segundo as autoridades, as câmaras de segurança registaram um indivíduo a colocar e a detonar o engenho explosivo na parede exterior da escola. Este ataque ocorre pouco depois de uma explosão em frente a uma sinagoga em Roterdão, na passada quinta-feira.

Para Israel, os Países Baixos estão a viver "uma epidemia de antissemitismo" depois destes recentes incidentes, que acontecem em plena guerra que o Governo de Benjamin Netanyahu trava contra o Irão e o Líbano, enquanto o bloqueio à Faixa de Gaza continua.

"Nos Países Baixos, uma epidemia de antissemitismo está a causar estragos. Testemunhamos o seu alcance [numa agenda] contra israelitas em Amesterdão, em novembro de 2024, e no ataque à sinagoga de Roterdão, há dois dias", refere o comunicado.

Em novembro de 2024, eclodiram confrontos entre manifestantes contra a guerra em Gaza e um grupo de adeptos do clube de futebol israelita Maccabi Tel Aviv, que se tinha deslocado à capital neerlandesa para assistir a um jogo contra o Ajax.

Por sua vez, o primeiro-ministro neerlandês, Rob Jetten, classificou o ataque à escola judaica como "terrível" e afirmou que iria iniciar conversações com a comunidade judaica.

"Devem sentir-se sempre seguros no nosso país", enfatizou.

Tópicos
PUB