Mundo
Japão registou o maior número de hospitalizações num só dia em 16 anos devido ao calor
A onda de calor provocou pelo menos 14 mortes no Japão na última semana. Em França, viveu-se a terceira maior onda de calor desde que há registo.
Tóquio registou na quarta-feira o maior número de hospitalizações num só dia devido ao calor desde 2010, anunciaram os serviços de urgência esta quinta-feira.
Segundo os bombeiros da capital japonesa, 453 pessoas foram hospitalizadas em Tóquio na quarta-feira, um recorde desde que os registos começaram em 2010. Para além disso, o acionamento dos serviços de emergência atingiu um nível que não se via há pelo menos 63 anos.
"Pedimos à população que se mantenha bem hidratada e use ar condicionado", disse um porta-voz dos bombeiros à AFP.
Os bombeiros de Tóquio também responderam a 3.612 chamadas na quarta-feira, um número recorde desde que os registos começaram em 1963, segundo o porta-voz.
Das pessoas hospitalizadas na quarta-feira, uma morreu, quatro estavam em estado crítico e 18 em estado grave.
“Dia cruelmente quente”
Quatro localidades japonesas registaram temperaturas acima dos 40°C na quarta-feira, um dia apelidado de "kokushobi" pela Agência Meteorológica do Japão (JMA), um neologismo que pode ser traduzido como "dia cruelmente quente".
A temperatura mais elevada foi registada em Hamamatsu, na província de Shizuoka (região central do Japão), com 41,1°C. A cidade de Toyota, onde se situa a sede da fabricante automóvel, chegou aos 40,8°C.
Os alertas de ondas de calor estão em vigor em quase todo o país e os serviços de emergência informaram na quarta-feira que pelo menos 14 pessoas morreram por causas relacionadas com o calor na última semana.
Quase 11.000 pessoas procuraram cuidados médicos de emergência no Japão na última semana, de acordo com a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres.
França viveu terceira onda de calor mais longa
Na Europa, a França também se debate com as consequências do calor, tendo sido um dos países europeus mais afetados pela última onda de calor.
A Météo-France anunciou esta quinta-feira que a onda de calor de 4 a 19 de julho foi a terceira mais longa de que há registo. O recorde de onda de calor mais longa em França continua a ser a de julho de 1983, que durou 23 dias, seguida pela de julho de 2006 (21 dias).
As outras ondas de calor com duração de 16 dias no país ocorreram de 2 a 17 de agosto de 2003, de 24 de julho a 8 de agosto de 2018 e de 19 de junho a 4 de julho de 2025.
No auge da última vaga de calor, a temperatura média em todo o país medida em 30 estações de referência atingiu os 28,1°C, mais de 7°C acima da média sazonal.
Um sinal das alterações climáticas é que mais de metade das 53 ondas de calor registadas desde 1947 em França ocorreu depois de 2010.
Mais de cinco mil mortes em excesso
Na quarta-feira, a agência francesa de saúde pública anunciou que a onda de calor no país que ocorreu entre 17 de junho e 2 de julho levou a um aumento de mortalidade, com 5.764 mortes em excesso registadas.
Ainda que não possa ser atribuído definitivamente ao calor, este aumento da mortalidade foi observado em todas as faixas etárias a partir dos 15 anos – com um aumento acentuado a partir dos 45 anos –, o que a Saúde Pública de França (SpF) considera sem precedentes.
Com pelo menos 3.719 mortes em excesso, dois terços desta mortalidade adicional ocorreram em pessoas com 75 anos ou mais, que pagam sempre o preço mais elevado devido à sua vulnerabilidade e saúde frequentemente mais frágil.
A onda de calor revelou-se também muito letal para a faixa etária dos 45 aos 64 anos, com 979 mortes, representando um aumento de 55% em comparação com a taxa de mortalidade esperada para esta época do ano, excluindo eventos excecionais.
No ano passado, os dados finais da agência nacional de saúde francesa registaram 5.700 mortes atribuíveis à exposição ao calor durante o verão de 2025.
c/agências
Segundo os bombeiros da capital japonesa, 453 pessoas foram hospitalizadas em Tóquio na quarta-feira, um recorde desde que os registos começaram em 2010. Para além disso, o acionamento dos serviços de emergência atingiu um nível que não se via há pelo menos 63 anos.
"Pedimos à população que se mantenha bem hidratada e use ar condicionado", disse um porta-voz dos bombeiros à AFP.
Os bombeiros de Tóquio também responderam a 3.612 chamadas na quarta-feira, um número recorde desde que os registos começaram em 1963, segundo o porta-voz.
Das pessoas hospitalizadas na quarta-feira, uma morreu, quatro estavam em estado crítico e 18 em estado grave.
“Dia cruelmente quente”
Quatro localidades japonesas registaram temperaturas acima dos 40°C na quarta-feira, um dia apelidado de "kokushobi" pela Agência Meteorológica do Japão (JMA), um neologismo que pode ser traduzido como "dia cruelmente quente".
A temperatura mais elevada foi registada em Hamamatsu, na província de Shizuoka (região central do Japão), com 41,1°C. A cidade de Toyota, onde se situa a sede da fabricante automóvel, chegou aos 40,8°C.
Os alertas de ondas de calor estão em vigor em quase todo o país e os serviços de emergência informaram na quarta-feira que pelo menos 14 pessoas morreram por causas relacionadas com o calor na última semana.
Quase 11.000 pessoas procuraram cuidados médicos de emergência no Japão na última semana, de acordo com a Agência de Gestão de Incêndios e Desastres.
França viveu terceira onda de calor mais longa
Na Europa, a França também se debate com as consequências do calor, tendo sido um dos países europeus mais afetados pela última onda de calor.
A Météo-France anunciou esta quinta-feira que a onda de calor de 4 a 19 de julho foi a terceira mais longa de que há registo. O recorde de onda de calor mais longa em França continua a ser a de julho de 1983, que durou 23 dias, seguida pela de julho de 2006 (21 dias).
As outras ondas de calor com duração de 16 dias no país ocorreram de 2 a 17 de agosto de 2003, de 24 de julho a 8 de agosto de 2018 e de 19 de junho a 4 de julho de 2025.
No auge da última vaga de calor, a temperatura média em todo o país medida em 30 estações de referência atingiu os 28,1°C, mais de 7°C acima da média sazonal.
Um sinal das alterações climáticas é que mais de metade das 53 ondas de calor registadas desde 1947 em França ocorreu depois de 2010.
Mais de cinco mil mortes em excesso
Na quarta-feira, a agência francesa de saúde pública anunciou que a onda de calor no país que ocorreu entre 17 de junho e 2 de julho levou a um aumento de mortalidade, com 5.764 mortes em excesso registadas.
Ainda que não possa ser atribuído definitivamente ao calor, este aumento da mortalidade foi observado em todas as faixas etárias a partir dos 15 anos – com um aumento acentuado a partir dos 45 anos –, o que a Saúde Pública de França (SpF) considera sem precedentes.
Com pelo menos 3.719 mortes em excesso, dois terços desta mortalidade adicional ocorreram em pessoas com 75 anos ou mais, que pagam sempre o preço mais elevado devido à sua vulnerabilidade e saúde frequentemente mais frágil.
A onda de calor revelou-se também muito letal para a faixa etária dos 45 aos 64 anos, com 979 mortes, representando um aumento de 55% em comparação com a taxa de mortalidade esperada para esta época do ano, excluindo eventos excecionais.
No ano passado, os dados finais da agência nacional de saúde francesa registaram 5.700 mortes atribuíveis à exposição ao calor durante o verão de 2025.
c/agências