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Japão. UE levanta as restrições de Fukushima às importações de alimentos
Na Cimeira UE-Japão, esta quinta-feira, a Presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen anunciou o levantamento das restrições à importação de produtos alimentares na sequência do acidente nuclear de Fukushima. A decisão decorre dos resultados positivos dos controlos efetuados aos produtos pelas autoridades japonesas e pelos Estados-membros.
Na sequência do encontro, entre o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida e os líderes da União Europeia, Ursula von der Leyen e Charles Michel, em Bruxelas, esta quinta-feira, a Comissão Europeia adotou o regulamento que estabelece o levantamento das restrições à importação de alimentos, aprovado previamente pelos Estados-membros.
"Os resultados favoráveis do controlo nos últimos anos demonstram o forte empenho e cooperação dos nossos parceiros japoneses", declarou Stella Kyriakides, Comissária responsável pela Saúde e Segurança Alimentar.
Desde a adoção das restrições que as medidas têm sido revistas pela Comissão de dois em dois anos e têm sido progressivamente reduzidas, à medida que os riscos diminuem. Na última revisão, em setembro de 2021, apenas os cogumelos selvagens, algumas espécies de peixes e as plantas comestíveis selvagens ficaram sujeitas às restrições dos testes prévios à exportação.
"Esta medida ajudará a impulsionar a reconstrução das áreas devastadas e é algo que apreciamos e saudamos", disse o primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida, durante a conferência de imprensa.
"É igualmente importante que o Governo japonês disponibilize publicamente todos os resultados”, salienta a UE em comunicado.
Atualmente onze países mantêm os controlos sobre as importações de
produtos provenientes da região de Fukushima e de outras regiões do
Japão.
A decisão de Bruxelas afrouxar as restrições é vista como parte de uma tentativa de aliviar os controlos sobre os produtos agrícolas da UE. A exportação de carne de bovino, fruta e produtos hortícolas da UE estão atualmente limitados pelas barreiras comerciais japoneses, devido às regras de segurança alimentar.
O levantamento das regras de restrição às importações de alimentos japoneses ocorre, semanas antes de Tóquio começar a bombear as águas residuais nucleares para o Oceano Pacífico. Outros países, incluindo a China, ameaçaram restringir ainda mais as importações japonesas de produtos do mar, se a ideia persistir.