Kiev admite que ataques contra alvos na Rússia quase duplicaram
A Ucrânia quase duplicou, no mês em junho, o número de ataques contra alvos russos a mais de 50 quilómetros da linha de contacto da frente. Pelo menos segundo o ministro da defesa ucraniano, Mijailo Fedórov.
A Ucrânia atingiu, em junho, mais de 200.000 alvos inimigos, afirmou o ministro numa mensagem publicada na rede social Telegram, acrescentando que também se registou um aumento significativo na intensidade dos ataques contra alvos na península ocupada da Crimeia.
O foco principal dos ataques ucranianos continua a ser a logística russa.
"A destruição de depósitos, meios de transporte e rotas de abastecimento reduz a capacidade do adversário de abastecer as suas unidades", declarou o ministro.
No sábado, a Rússia admitiu que drones ucranianos atingiram um terminal de petróleo em São Petersburgo, cidade natal de Vladimir Putin, além de um porto perto da Finlândia e o complexo histórico de Peterhof – uma enorme propriedade com jardins e um palácio – sem causar danos.
Msocovo prometeu retaliar e afirmour ter abatido quase 500 drones ucranianos e 10 mísseis Flamingo de Kiev durante a noite.
O governador de São Petersburgo, Alexander Beglov, declarou: “As forças de defesa aérea abateram 72 drones, um dos quais caiu em Peterhof. Não houve vítimas nem danos”.
O ataque ucraniano ocorreu após um ataque russo a Kiev na semana passada, que matou 30 pessoas, em meio a outros ataques.
E segundo o presidente ucraniano, Kiev ainda atacou a base naval de Kronstadt, em São Petersburgo.
A Ucrânia tem intensificado os ataques em território russo – atingindo alvos tão distantes quanto os Montes Urais, bem longe da linha de frente – nos últimos meses, em retaliação à prolongada ofensiva de Moscovo.