Kosovo - Draskovic exclui reconhecimento independência da província pela Sérvia
O ministro dos Negócios Estrangeiros da Sérvia e Montenegro, Vuk Draskovic, advertiu hoje em Helsínquia que o seu país não reconhecerá a independência do Kosovo, porque isso implica criar um segundo Estado albanês em território sérvio.
Draskovic, de visita à Finlândia, afirmou não haver qualquer paralelismo entre o Montenegro, região que votou recentemente a favor da sua separação da Sérvia, e o Kosovo, porque este, "ao contrário do Montenegro, nunca foi independente".
Numa conferência de imprensa, Draskovic assegurou que a Sérvia está a respeitar todas as resoluções do Conselho de Segurança das Nações Unidas (ONU) para o Kosovo, província cuja população é maioritariamente de origem albanesa.
"Todavia, devo dizer que não aceitaremos uma decisão nem da ONU nem de qualquer outro organismo internacional para promover um segundo Estado albanês dentro do território do nosso próprio Estado sérvio", declarou.
"Um Kosovo independente reconhecido internacionalmente não só iria contra a Carta das Nações Unidas como essa solução, imposta contra a vontade da Sérvia, seria uma humilhação", acrescentou.
Draskovic reconheceu que não está satisfeito com a marcha das negociações entre a Sérvia e a ONU, mediadas pelo ex-presidente finlandês Martti Ahtisaari, sobre o futuro estatuto da província.
"Estamos muito longe de alcançar um acordo, e temos muito pressa porque queremos a estabilidade política para a Sérvia quanto antes", declarou.
O chefe da diplomacia sérvia culpou a comunidade internacional pela ausência de acordo devido ao que qualificou de "política de dois pesos e duas medidas" por promover a independência do Kosovo.
Durante a sua visita a Helsínquia, Draskovic reuniu-se com o seu homólogo finlandês, Erkki Tuomioja, e com o mediador da ONU para o Kosovo, Martti Ahtisaari.