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Kremlin nega pedido de Putin a oligarcas para o orçamento

Kremlin nega pedido de Putin a oligarcas para o orçamento

Vladimir Putin não pediu aos empresários russos que doassem verbas para financiar a guerra na Ucrânia, afirmou o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, que acrescentou que um dos empresários presentes na reunião propôs doar dinheiro ao Estado, e que o presidente russo acolheu favoravelmente a iniciativa.

Cristina Sambado - RTP /

Segundo o portal de notícias online The Bell e o jornal Financial Times, que citam fontes não identificadas, numa reunião à porta fechada a 26 de março, Vladimir Putin pediu aos oligarcas da Rússia que doem para o orçamento de defesa do país, que está a diminuir, para que possam continuar a invasão da Ucrânia.

O presidente russo deverá continuar o conflito, que começou em fevereiro de 2022, até que Moscovo assegure as restantes áreas da região leste de Donbas, na Ucrânia, que ainda não estão sob o seu controlo, acrescentou o Financial Times.Os gastos em defesa do Kremlin aumentaram 42 por cento, atingindo 13,1 mil milhões de rublos (cerca de 140 mil milhões de euros) no ano passado, e o país tem procurado estabilizar a sua economia através de impostos.

O portal The Bell avançou que Putin discutiu o financiamento militar e a continuação da guerra, que já dura há cinco anos desde a invasão em grande escala da Rússia, em fevereiro de 2022.

O ministro da Economia, Maxim Reshetnikov, declarou na quinta-feira que a Rússia está a considerar a implementação de um novo imposto extraordinário este ano, caso o rublo continue a desvalorizar. A Rússia arrecadou 320 mil milhões de rublos (3.41 mil milhões de euros) através de um imposto extraordinário de 10 por cento sobre algumas grandes empresas em 2023.

Em janeiro, o Kremlin aumentou o IVA para 22%, numa tentativa de arrecadar 600 mil milhões de rublos (cerca de 6.389 mil milhões de euros) adicionais ao longo de três anos, provenientes de pequenas e médias empresas.

O défice orçamental da Rússia em janeiro e fevereiro ultrapassou os 90 por cento da projeção para o ano inteiro, devido às sanções americanas que obrigaram Moscovo a vender petróleo a preços significativamente mais baixos.


Vladimir Putin já tinha alertado que as empresas russas e o governo deveriam adotar uma postura cautelosa ao decidir como gastar os lucros inesperados provenientes da subida dos preços do petróleo resultante da guerra no Médio Oriente.
“Agora que o preço das nossas exportações tradicionais estão a subir, mas os mercados estão em turbulência, pode haver a tentação de tirar partido da situação”, disse aos líderes empresariais em Moscovo.


Putin acrescentou que esta tentação poderia passar pelo desperdício da receita extra, pelo pagamento de dividendos às empresas ou, no caso do Estado, pelo aumento da despesa pública.

c/ agências
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