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Libertado empresário português raptado em outubro em Moçambique

Libertado empresário português raptado em outubro em Moçambique

O empresário português raptado em 07 de outubro último, no centro de Maputo, foi solto na terça-feira e já se encontra em casa, disse hoje à Lusa fonte da família.

Lusa /

 

O empresário, de 69 anos, que também tem nacionalidade moçambicana, foi solto na terça-feira, e encontra-se já na sua residência, em Maputo, capital do país, disse a fonte, sem adiantar mais pormenores.

Contactada pela Lusa, fonte do Serviço Nacional de Investigação Criminal (Sernic) de Moçambique avançou estar ainda a aferir informação sobre o caso.

O empresário foi raptado na baixa de Maputo, em frente ao seu estabelecimento comercial, por um grupo que seguia numa viatura branca e sem chapa de matrícula, no primeiro caso do género conhecido então, publicamente, desde junho de 2025 em Moçambique.

Em 26 de janeiro, a família da vítima lançou uma petição pública manifestando "profunda preocupação" com o desaparecimento do cidadão, sem que até ao momento existisse informação pública clara sobre o seu paradeiro ou sobre avanços conclusivos nas investigações, pedindo o apoio da Polícia Judiciária portuguesa.

O Sernic anunciou, em 07 de outubro, a detenção de dois homens suspeitos de envolvimento no rapto do empresário português.

"Queremos confirmar a detenção de dois cidadãos nacionais, de idades entre 30 e 46 anos", disse em conferência de imprensa João Adriano, porta-voz do Sernic em Maputo, apresentando os dois suspeitos aos jornalistas.

O porta-voz disse que a investigação estava a correr a "passos largos" para a resolução do crime e reiterou que a "maior necessidade" era trazer a vítima ao convívio familiar: "A partir dos resultados obtidos, estamos cientes de que a breve trecho vamos convidar a imprensa para nos pronunciar a respeito da localização".

Segundo João Adriano, os suspeitos, que fazem parte de um grupo de oito pessoas envolvidas no rapto, foram detidos na estrada nacional 4 (N4), no distrito de Moamba, na província de Maputo, sul do país, quando se faziam transportar numa das viaturas usadas durante o crime.

 

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