Líder da oposição timorense pede entendimento estratégico para desenvolvimento
O secretário-geral da Frente Revolucionária do Timor-Leste Independente (Fretilin) pediu hoje um entendimento estratégico entre os líderes timorenses para o desenvolvimento do país.
"Decorridos 24 anos, devemos perguntar: onde está a inclusão política? Onde está a inclusão económica? O que é hoje o Estado de Direito democrático em Timor-Leste? O que concretizámos daquilo que definimos na Constituição como Estado de Direito e Democrático?", questiona Mari Alkatiri na mensagem por ocasião do 24.º aniversário da restauração da independência, que se assinala quarta-feira.
Para Mari Alkatiri, é tempo de todos refletirem sobre aqueles valores e princípios e orientar o pensamento para um "desenvolvimento que produza resultados concretos".
"Precisamos de um entendimento estratégico para garantir paz, estabilidade e uma nova plataforma intergeracional, inclusiva para todos os patriotas, nacionalistas e cidadãos, homens e mulheres, sem discriminação. Não pode haver discriminação com base na religião, raça ou nas escolhas de vida de cada pessoa", afirma o líder da oposição política timorense.
Mari Alkatiri pede que seja feito um balanço dos últimos 24 anos, porque 48% da população continua a viver abaixo do limiar da pobreza.
"Porque é que, apesar de termos gastado enormes quantias, biliões de dólares, e apesar de cada um acreditar que promovia o desenvolvimento, o povo continua pobre, continua miserável, continua a sofrer?", questiona o secretário-geral da Fretilin.
"Pensemos novamente no que devemos fazer para construir uma transição de poder e uma governação alternativa melhor do que aquilo que temos feito até agora. Isso é o mais importante. Uma governação alternativa não significa apenas alternância de poder de hoje para amanhã, mas sim uma alternativa verdadeiramente melhor do que tudo o que fizemos até agora", acrescentou Mari Alkatiri.