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Líder de Hong Kong deverá retirar lei da extradição
O jornal South China Morning Post noticiou que a chefe do Governo de Hong Kong vai anunciar esta quarta-feira que vai retirar integralmente a lei da extradição, uma das exigências dos manifestantes que há 13 semanas ocupam as ruas da cidade.
O jornal de Hong Kong, que cita fontes governamentais, avança que Carrie Lam vai abandonar, por completo, as emendas propostas à lei de extradição, cuja discussão foi suspensa desde junho. A informação foi depois confirmada pela Reuters, que avança que a chefe do Governo já o anunciou esta manhã numa reunião com aliados.
A confirmar-se, esta será uma cedência do Governo a uma das cinco exigências dos manifestantes. São já 13 semanas de protestos em Hong Kong, protestos com picos de violência e resposta musculada das autoridades.
Sob pressão de vários setores e após uma manifestação que levou quase um terço da população de Hong Kong à rua, segundo a organização, Carrie Lam já tinha suspendido a proposta a 15 de junho.
Não satisfeitos, e temendo que a proposta pudesse voltar à mesa do Conselho Legislativo, os manifestantes exigiram a sua retirada definitiva, a que se somaram outras reivindicações: a libertação dos manifestantes detidos, que as ações dos protestos não sejam identificadas como motins, um inquérito independente à violência policial e, finalmente, a demissão da chefe de Governo e consequente eleição por sufrágio universal para este cargo e para o Conselho Legislativo, o parlamento de Hong Kong.
A transferência de Hong Kong para a República Popular da China, em 1997, decorreu sob o princípio "um país, dois sistemas", precisamente o que os opositores às alterações da lei da extradição garantem estar agora em causa.
Tal como acontece com Macau, para aquela região administrativa especial da China foi acordado um período de 50 anos com elevado grau de autonomia, a nível executivo, legislativo e judiciário. O Governo central chinês é responsável pelas relações externas e defesa.
c/Lusa