Líder de Taiwan visita Essuatíni, único aliado diplomático de Taipé em África
O Presidente de Taiwan, William Lai, viajará na próxima semana para Essuatíni (antiga Suazilândia), na sua primeira visita ao único aliado diplomático de Taipé em África desde que tomou posse, em maio de 2024, anunciaram hoje fontes oficiais.
Durante a estadia no país, entre 22 e 27 de abril, Lai participará nas celebrações do 40.º aniversário da entronização e do 58.º aniversário do rei Mswati III, líder da última monarquia absoluta do continente africano, segundo a Presidência taiwanesa.
O chefe de Estado viajará acompanhado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros, Lin Chia-lung, pelo secretário-geral da Presidência, Pan Men-an, e pelo vice-secretário-geral do Conselho de Segurança Nacional, Lii Wen, entre outros altos responsáveis.
Numa conferência de imprensa citada pelo jornal Liberty Times, o vice-ministro dos Negócios Estrangeiros, Wu Chih-chung, indicou que a deslocação será feita através de um voo direto desde Taiwan, sem escalas, e que, por razões de segurança, será evitado o sobrevoo do Médio Oriente.
No âmbito do programa oficial, Lai deverá reunir-se com o rei Mswati III para conversações bilaterais, assinar um comunicado conjunto e assistir à assinatura de um acordo de assistência mútua em matéria tarifária, além de se encontrar com a rainha-mãe, Ntfombi Tfwala, explicou Wu.
Esta será a primeira viagem de Lai ao estrangeiro desde novembro de 2024, quando visitou os três aliados diplomáticos da ilha no Pacífico -- Ilhas Marshall, Tuvalu e Palau -- e fez escala nos territórios norte-americanos do Havai e de Guam, o que gerou protestos de Pequim.
A última visita de um Presidente taiwanês a Essuatíni ocorreu em setembro de 2023, com a deslocação da então líder Tsai Ing-wen ao país africano, que recebe um importante apoio económico de Taipé.
Taiwan, que conta atualmente com apenas doze aliados diplomáticos, atribui grande importância a este tipo de visitas, face à crescente pressão da China continental, que considera a ilha uma "parte inalienável" do seu território e tem restringido o seu espaço internacional nos últimos anos.