Mundo
Especial América 2008
Líderes mundiais saúdam escolha de Obama para a Presidência dos EUA
Os substantivos “esperança” e “mudança” são evocados pela maior parte dos líderes políticos internacionais nas reacções à histórica eleição do democrata Barack Obama para a Presidência dos Estados Unidos. Na Europa, ganha corpo a ideia de uma renovação dos laços com os norte-americanos.
Para o Presidente francês, Nicolas Sarkozy, a “vitória brilhante” de Barack Obama comporta “uma imensa esperança”.
Numa carta enviada ao vencedor da eleição presidencial dos Estados Unidos, o presidente em exercício do Conselho Europeu envia “as mais calorosas felicitações”.
“Numa altura em que devemos enfrentar, todos juntos, desafios imensos, a sua eleição inspira uma imensa esperança na França, na Europa e no Mundo”, afirmou o Chefe de Estado francês.
As palavras de Sarkozy foram repercutidas pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner: “A França, a Europa e a comunidade internacional precisam do seu dinamismo, da sua recusa das injustiças e da sua vontade de ir em frente para construir um Mundo mais estável, mais seguro e mais justo”.
Na mesma linha, o presidente da Comissão Europeia sustentou que o veredicto do eleitorado norte-americano abre caminho a "um compromisso renovado entre a Europa e os Estados Unidos da América".
“Precisamos de um new deal para um novo Mundo. Espero sinceramente que, sob a direcção do Presidente Obama, os Estados Unidos juntem as suas forças às da Europa, para benefício das nossas sociedades e do Mundo inteiro”, declarou Durão Barroso.
A partir de Londres, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros assinalou os “valores progressistas” e a “visão de futuro” de Barack Obama.
Por seu turno, a chanceler alemã, Angela Merkel, felicitou o político afro-americano pela “vitória histórica”.
Médio Oriente
Em Israel, a vitória de Barack Obama sobre o republicano John McCain foi recebida com a contenção própria de uma liderança política a caminho de eleições antecipadas.
“Israel espera que a apertada cooperação estratégica com a nova administração acompanhe o fortalecimento da relação especial e inabalável entre os dois países”, afirmou a ministra israelita dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni.
Em Ramalhah, na Cisjordânia, o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, exortou o futuro inquilino da Casa Branca a “acelerar os esforços para alcançar a paz” no Médio Oriente.
Ao mesmo tempo o movimento palestiniano Hamas, que administra a Faixa de Gaza, pediu a Obama que “retire lições dos erros” cometidos pela Administração Bush.
Iraque e Afeganistão
O tom contido dominou também a reacção do Governo de Bagdade. Ao longo da campanha eleitoral, Obama propôs-se fazer regressar todas as brigadas de combate destacadas para o Iraque nos primeiros 16 meses do seu mandato.
“Respeitamos a escolha dos americanos”, afirmou o ministro iraquiano dos Negócios Estrangeiros, em declarações à agência France Presse.
“Pensamos que não haverá uma mudança política brusca. E não haverá uma rápida retirada norte-americana do Iraque, pois aqui joga-se uma questão importante”, sublinhou.
No Afeganistão, que deverá agora ascender ao topo das prioridades militares dos Estados Unidos, o Presidente Hamid Karzai leu na vitória de Obama o início de uma “nova era”.
Entre os principais aliados regionais de Washington na “guerra global contra o terrorismo”, Islamabad manifestou a esperança de que a futura administração Obama contribua para a “paz mundial”.
“A sua eleição marca um novo capítulo da história dos Estados Unidos. As ideias de democracia e liberdade defendidas pelos Estados Unidos são há muito uma fonte de inspiração. Espero que sob a sua liderança dinâmica os Estados Unidos continuem a ser uma fonte de paz global e de novas ideias para a Humanidade”, declarou o primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gilani.
Ásia
Para o Presidente chinês, Hu Jintao, a vitória de Barack Obama corresponde ao início de “um novo período histórico”, que deverá levar as relações entre Pequim e Washington para “um novo patamar”.
Reacções semelhantes foram protagonizadas pelo primeiro-ministro japonês, Taro Aso, pela Presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, e pelo Presidente indonésio Susilo Bambang Yudhoyono.
África
No Quénia, país natal do pai de Obama, o Presidente Mwai Kibaki decretou um feriado nacional para quinta-feira. A medida, explicou o Chefe de Estado, visa “permitir que os quenianos celebrem a vitória histórica” do senador democrata.
Também o Presidente da África do Sul, Kgalema Mothlanthe, saudou a vitória de Barack Obama.
“Esta vitória traz consigo a esperança para milhões dos seus compatriotas e para milhões de pessoas de origem africana”, salientou Mothlanthe numa mensagem enviada a Obama.
Numa carta enviada ao vencedor da eleição presidencial dos Estados Unidos, o presidente em exercício do Conselho Europeu envia “as mais calorosas felicitações”.
“Numa altura em que devemos enfrentar, todos juntos, desafios imensos, a sua eleição inspira uma imensa esperança na França, na Europa e no Mundo”, afirmou o Chefe de Estado francês.
As palavras de Sarkozy foram repercutidas pelo ministro francês dos Negócios Estrangeiros, Bernard Kouchner: “A França, a Europa e a comunidade internacional precisam do seu dinamismo, da sua recusa das injustiças e da sua vontade de ir em frente para construir um Mundo mais estável, mais seguro e mais justo”.
Na mesma linha, o presidente da Comissão Europeia sustentou que o veredicto do eleitorado norte-americano abre caminho a "um compromisso renovado entre a Europa e os Estados Unidos da América".
“Precisamos de um new deal para um novo Mundo. Espero sinceramente que, sob a direcção do Presidente Obama, os Estados Unidos juntem as suas forças às da Europa, para benefício das nossas sociedades e do Mundo inteiro”, declarou Durão Barroso.
A partir de Londres, o ministro britânico dos Negócios Estrangeiros assinalou os “valores progressistas” e a “visão de futuro” de Barack Obama.
Por seu turno, a chanceler alemã, Angela Merkel, felicitou o político afro-americano pela “vitória histórica”.
Médio Oriente
Em Israel, a vitória de Barack Obama sobre o republicano John McCain foi recebida com a contenção própria de uma liderança política a caminho de eleições antecipadas.
“Israel espera que a apertada cooperação estratégica com a nova administração acompanhe o fortalecimento da relação especial e inabalável entre os dois países”, afirmou a ministra israelita dos Negócios Estrangeiros, Tzipi Livni.
Em Ramalhah, na Cisjordânia, o Presidente da Autoridade Palestiniana, Mahmud Abbas, exortou o futuro inquilino da Casa Branca a “acelerar os esforços para alcançar a paz” no Médio Oriente.
Ao mesmo tempo o movimento palestiniano Hamas, que administra a Faixa de Gaza, pediu a Obama que “retire lições dos erros” cometidos pela Administração Bush.
Iraque e Afeganistão
O tom contido dominou também a reacção do Governo de Bagdade. Ao longo da campanha eleitoral, Obama propôs-se fazer regressar todas as brigadas de combate destacadas para o Iraque nos primeiros 16 meses do seu mandato.
“Respeitamos a escolha dos americanos”, afirmou o ministro iraquiano dos Negócios Estrangeiros, em declarações à agência France Presse.
“Pensamos que não haverá uma mudança política brusca. E não haverá uma rápida retirada norte-americana do Iraque, pois aqui joga-se uma questão importante”, sublinhou.
No Afeganistão, que deverá agora ascender ao topo das prioridades militares dos Estados Unidos, o Presidente Hamid Karzai leu na vitória de Obama o início de uma “nova era”.
Entre os principais aliados regionais de Washington na “guerra global contra o terrorismo”, Islamabad manifestou a esperança de que a futura administração Obama contribua para a “paz mundial”.
“A sua eleição marca um novo capítulo da história dos Estados Unidos. As ideias de democracia e liberdade defendidas pelos Estados Unidos são há muito uma fonte de inspiração. Espero que sob a sua liderança dinâmica os Estados Unidos continuem a ser uma fonte de paz global e de novas ideias para a Humanidade”, declarou o primeiro-ministro paquistanês, Yousuf Raza Gilani.
Ásia
Para o Presidente chinês, Hu Jintao, a vitória de Barack Obama corresponde ao início de “um novo período histórico”, que deverá levar as relações entre Pequim e Washington para “um novo patamar”.
Reacções semelhantes foram protagonizadas pelo primeiro-ministro japonês, Taro Aso, pela Presidente filipina, Gloria Macapagal Arroyo, e pelo Presidente indonésio Susilo Bambang Yudhoyono.
África
No Quénia, país natal do pai de Obama, o Presidente Mwai Kibaki decretou um feriado nacional para quinta-feira. A medida, explicou o Chefe de Estado, visa “permitir que os quenianos celebrem a vitória histórica” do senador democrata.
Também o Presidente da África do Sul, Kgalema Mothlanthe, saudou a vitória de Barack Obama.
“Esta vitória traz consigo a esperança para milhões dos seus compatriotas e para milhões de pessoas de origem africana”, salientou Mothlanthe numa mensagem enviada a Obama.