Ligações aéreas e ferroviárias canceladas devido a sismo que causou 13 mortos no Japão
O sismo de magnitude 7,1 que abalou o sul do Japão, e provocou pelo menos 13 mortos e centenas de feridos, levou ao cancelamento de voos e serviços ferroviários, com várias estradas encerradas, anunciaram hoje as autoridades.
O ministério da Terra, Infraestruturas, Transportes e Turismo (MLIT) do Japão divulgou num relatório que duas autoestradas do país têm ainda 13 troços cortados, além de uma estrada nacional e três vias secundárias, na sequência do sismo registado na terça-feira à tarde.
Quanto ao serviço ferroviário, o MLIT indicou que não houve danos em infraestruturas, mas que foi determinada a suspensão total do comboio de alta velocidade e de mais de uma dezena de linhas.
A autoridade de transportes da cidade de Kumamoto indicou na rede social X que, embora o serviço de elétrico tenha sido suspenso na terça-feira, todas as linhas voltarão a operar hoje, ainda que com velocidades reduzidas e possíveis atrasos por motivos de segurança.
Nos aeroportos de Kumamoto e Amakusa, os serviços estão a ser restabelecidos, mas continuam mantêm-se alguns cancelados. No transporte marítimo, foram registados danos menores em estaleiros e embarcações, estando suspensa uma rota de ferry.
O sismo ocorreu às 16:27 locais (06:27, em Lisboa) de terça-feira, com epicentro a cerca de 10 quilómetros de profundidade na província de Kumamoto, segundo a Agência Meteorológica do Japão (JMA), que emitiu uma breve alerta de tsunami.
O abalo atingiu o nível máximo da escala sísmica japonesa de sete graus, centrada na intensidade à superfície e no potencial destrutivo, sendo a primeira vez que se regista esta magnitude desde o sismo que atingiu a península de Noto em 2024 e causou 400 mortos.
O sismo provocou ainda o desmoronamento parcial da muralha do castelo de Kumamoto e o colapso de um centro comercial em Kashima. Até 84 mil lares ficaram sem abastecimento de água em 23 municípios de cinco províncias.
A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, prometeu na terça-feira que as equipas de resgate trabalhariam "de forma incansável", dando prioridade "ao resgate e à segurança dos afetados".
As Forças Armadas japonesas mobilizaram 3.600 pessoas para as operações de resgate e enviaram 20 aeronaves para avaliar os danos.
Em 2016, dois sismos devastadores - um de magnitude 6,5, seguido dois dias depois por outro de magnitude 7,3 - atingiram Kumamoto. Causaram 273 mortes e mais de 2.800 feridos.
Localizado na junção de quatro grandes placas tectónicas ao longo da orla oeste do Círculo de Fogo do Pacífico, o Japão é um dos países mais expostos a sismos.
Com uma população de aproximadamente 125 milhões de habitantes, o Japão sofre normalmente centenas de sismos por ano, representando cerca de 18% de todos os sismos registados no mundo.