Lisboa considerada "porto seguro para a Europa"
O primeiro-ministro português sublinhou que o Tratado de Lisboa "vira uma página na história europeia" com a União agora "mais forte, confiante e preparada" sendo a capital portuguesa "um porto seguro para a Europa".
José Sócrates, presidente em exercício do Conselho Europeu, falava aos jornalistas hoje de manhã à entrada, no segundo e último dia, da reunião de chefes de Estado e de Governo da UE que chegaram a acordo de madrugada sobre o texto do "Tratado Reformador", que ficará também conhecido como o "Tratado de Lisboa".
"Já tínhamos a Estratégia de Lisboa e agora temos o Tratado de Lisboa", realçou José Sócrates, acrescentando que "todos os líderes europeus estão satisfeitos" sendo a capital portuguesa "um porto seguro para a Europa".
O primeiro-ministro voltou a remeter para depois da assinatura do "Tratado de Lisboa", em 13 de Dezembro também na capital portuguesa, a decisão do Governo português sobre a ratificação do documento, por referendo ou por via parlamentar.
"Trataremos disso depois da assinatura, não perdem pela demora, depois de haver tratado assinado decidiremos como o ratificar como aliás todos os países vão fazer", disse.
Os líderes dos 27 dedicam hoje o segundo dia de trabalhos da Cimeira de Lisboa às questões da agenda política e económica internacional, depois de terem chegado esta madrugada a acordo sobre o Tratado Reformador da UE.
Como afirmou o primeiro-ministro português, José Sócrates, em várias ocasiões, ao longo das últimas semanas, era necessário a UE "libertar-se" das discussões em torno das questões institucionais para se dedicar "às questões que realmente interessam aos cidadãos".
Aprovado o Tratado de Lisboa, que substituirá o projecto falhado de Constituição Europeia, o último dia da cimeira europeia informal será dedicado ao debate sobre a estratégia da UE no combate às alterações climáticas e sobre as vias para responder à crise financeira no mercado hipotecário de alto risco.
Os chefes de Estado e de Governo da UE deverão ainda abordar questões relativas às relações do bloco europeu com a Rússia, nomeadamente no sector da energia, na perspectiva da Cimeira da União com o presidente russo, Vladimir Putin, na próxima sexta-feira, em Mafra, arredores de Lisboa.
Na agenda política dos líderes dos 27, está ainda a análise da situação de tensão na fronteira entre a Turquia e o Iraque, com a UE a encetar esforços diplomáticos para evitar uma intervenção das forças militares de Ancara em território iraquiano, tendo em vista neutralizar os rebeldes do movimento curdo PKK.