Montenegro e Seguro condenam tentativa de ataque a Donald Trump

Montenegro e Seguro condenam tentativa de ataque a Donald Trump

Luís Montenegro e António José Seguro defenderam que a violência política não pode ser tolerada e mostraram-se solidários para com o presidente norte-americano, que ontem foi retirado de um jantar na Casa Branca depois de um homem ter disparado contra seguranças no local.

Joana Raposo Santos - RTP /
Foto: António Cotrim - Lusa

O primeiro-ministro português, Luís Montenegro, condenou este domingo a tentativa de ataque ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que a democracia não pode tolerar violência.

"Condeno veementemente a tentativa de ataque esta noite contra o Presidente dos Estados Unidos da América, Donald Trump. A democracia e quem a defende não podem tolerar ou transigir com violência política", escreveu Luís Montenegro na rede social X.


O presidente português, António José Seguro, também manifestou a sua solidariedade para com o homólogo norte-americano “e todos os demais participantes, ontem, no jantar dos Correspondentes”.

“A violência não tem lugar em democracia. Qualquer ataque contra as instituições democráticas ou a liberdade de imprensa merece forte condenação”, lê-se numa nota no site da Presidência.

O presidente norte-americano, Donald Trump, e a primeira-dama Melania Trump foram retirados do tradicional jantar de Correspondentes da Casa Branca, em Washington, por agentes do Serviço Secreto na noite de sábado, depois de um homem ter disparado contra a equipa de segurança nas proximidades.

Um atirador foi detido, mas ainda não são conhecidos os motivos do alegado ataque. O suspeito vai comparecer em tribunal na segunda-feira, segundo a procuradora de Washington.Líderes europeus condenam incidente
Vários líderes europeus, entre os quais o presidente do Conselho Europeu, António Costa, também condenaram a tentativa de ataque.

“Os acontecimentos ocorridos ontem à noite no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, em Washington, são profundamente perturbadores. É reconfortante saber que a rápida intervenção das forças da ordem garantiu que o presidente Trump, a sua esposa e todos os convidados fossem evacuados em segurança”, escreveu na rede social X.


“A violência política não tem lugar na vida pública e deve ser firmemente rejeitada”, acrescentou.

Já a presidente da Comissão Europeia disse ficar “aliviada por saber que Donald e Melania Trump, assim como todos os participantes no Jantar dos Correspondentes da Casa Branca, estão bem”.

“A violência não tem lugar na política, em circunstância alguma”, vincou na rede social X. “Agradeço a rápida intervenção da polícia e das equipas de emergência por garantirem a segurança dos convidados”.

Investigadores acreditam em "ação solitária"

Depois deste incidente, Donald Trump falou aos jornalistas numa conferência de imprensa na Casa Branca e avançou que o agente atingido pelo atirador foi salvo pelo colete à prova de balas e que se encontra em "bom estado".

O presidente adiantou ainda que “o homem foi capturado”. “Foram ao apartamento dele, penso que vive na Califórnia e é uma pessoa muito perturbada”, afirmou.

Questionado sobre se acredita que era o alvo do atirador, o presidente Trump disse achar que sim e afirmou que “essa gente é louca e nunca se sabe”.

Os investigadores “pensam que foi uma ação solitária”, acrescentou o líder norte-americano, dizendo que concorda com essa teoria.

 

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