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Luís Montenegro recebe María Corina Machado esta quarta-feira
A audiência está marcada para as 15h00 na residência oficial de São Bento, em Lisboa. María Corina Machado, líder da oposição venezuelana, esteve em Madrid no final da semana passada, sexta-feira e sábado.
Amanhã será a vez de Portugal receber a Nobel da Paz, depois de a sua passagem por Espanha se ter saldado em fortes críticas ao primeiro-ministro Pedro Sánchez, ao mesmo tempo que deixava elogios ao presidente Donald Trump, a quem entregou a medalha do Nobel numa cerimónia apagada que decorreu a 15 de janeiro na Casa Branca.
Garantindo estar a coordenar com Washington o seu regresso à Venezuela, Machado agradeceu a atuação dos Estados Unidos, numa referência à captura do ex-presidente venezuelano Nicolás Maduro em janeiro passado por um grupo militar norte-americano.
Ainda em relação a esse episódio, María Corina Machado sublinhou que Trump foi o único líder mundial a “arriscar a vida dos cidadãos do seu país pela liberdade da Venezuela”.
Sobre Delcy Rodríguez, a atual presidente venezuelana, que mereceu a chancela de Donald Trump, Machado acusou-a de representar “o caos, a violência e o terror”, contrapondo com o movimento de transição pacífica que diz ser o seu.
Na conferência de imprensa na capital de Espanha, onde simultaneamente à sua visita a Madrid decorreu a Cimeira da Democracia, mas em Barcelona, a opositora venezuelana considerou ainda que as circunstâncias atuais mostravam “não ser aconselhável” um encontro com Pedro Sánchez.
Corina Machado respondia assim às declarações de vários líderes presentes no fórum, entre os quais o presidente colombiano. Gustavo Petro alertara para o “grande receio” entre os venezuelanos face a um eventual regresso da opositora, apontando riscos de “vingança política”.
c/ Lusa