Mundo
Lula da Silva em Washington para se encontrar com Donald Trump
Num momento de tensão entre o Brasil e os Estados Unidos, o presidente brasileiro, Lula da Silva, partiu para Washington esta quarta-feira. Quinta-feira irá reunir-se com o homólogo, Donald Trump. A visita visa tanto conversar sobre questões espinhosas como operação de charme tendo em vista as eleições de outubro no Brasil.
Lula, de 80 anos, chega a Washington politicamente enfraquecido após derrotas esmagadoras no Congresso brasileiro.
A menos de seis meses das eleições presidenciais, está praticamente empatado nas sondagens com Flávio Bolsonaro, o filho mais velho do seu antecessor.
Lula quer "fortalecer a sua relação pessoal com Trump" para reduzir o risco de interferência americana nas eleições, disse, à AFP, Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.
O primeiro encontro oficial dos dois presidentes deu-se em outubro passado, na Malásia, e decorreu de forma cordial.
Posteriormente, Washington suspendeu grande parte das tarifas punitivas impostas ao Brasil em retaliação contra os problemas legais do ex-presidente brasileiro de extrema-direita Jair Bolsonaro, aliado de Trump, e que cumpre atualmente uma pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
Mas muito mudou desde então: os Estados Unidos derrubaram Nicolás Maduro na Venezuela e entraram em guerra contra o Irão ao lado de Israel.
Em 2025, Luiz Inácio Lula da Silva, acusou Trump de querer "tornar-se o imperador do mundo" e condenou já este ano, veementemente, ambas as intervenções americanas.
"Sou contra qualquer interferência política, independentemente do país", declarou o presidente de esquerda no mês passado.
A menos de seis meses das eleições presidenciais, está praticamente empatado nas sondagens com Flávio Bolsonaro, o filho mais velho do seu antecessor.
Lula quer "fortalecer a sua relação pessoal com Trump" para reduzir o risco de interferência americana nas eleições, disse, à AFP, Oliver Stuenkel, professor de relações internacionais na Fundação Getúlio Vargas, em São Paulo.
"Estamos otimistas porque o
convite vem de Trump, por isso o tempo de beligerância entre os Estados
Unidos e o Brasil acabou", defendeu por seu lado o deputado Rubens Pereira Júnior, do
Partido dos Trabalhadores (PT), de Lula. As relações diplomáticas entre Brasília e os Estados Unidos têm sido particularmente turbulentas com Trump na Casa Branca, embora os dois presidentes, ideologicamente opostos, reconheçam uma certa "afinidade" a nível pessoal.
O primeiro encontro oficial dos dois presidentes deu-se em outubro passado, na Malásia, e decorreu de forma cordial.
Posteriormente, Washington suspendeu grande parte das tarifas punitivas impostas ao Brasil em retaliação contra os problemas legais do ex-presidente brasileiro de extrema-direita Jair Bolsonaro, aliado de Trump, e que cumpre atualmente uma pena de 27 anos de prisão por tentativa de golpe.
Mas muito mudou desde então: os Estados Unidos derrubaram Nicolás Maduro na Venezuela e entraram em guerra contra o Irão ao lado de Israel.
Em 2025, Luiz Inácio Lula da Silva, acusou Trump de querer "tornar-se o imperador do mundo" e condenou já este ano, veementemente, ambas as intervenções americanas.
"Sou contra qualquer interferência política, independentemente do país", declarou o presidente de esquerda no mês passado.