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Lula da Silva não deve "olhar para o retrovisor". Michel Temer apela à pacificação do Brasil
No rescaldo dos acontecimentos recentes em Brasília, o antigo presidente Michel Temer defendeu esta quarta-feira que o atual chefe de Estado deve pacificar o país sem olhar para os incidentes do passado, procurando diminuir a polarização do país.
Foto: Joedson Alves - EPA
Em entrevista ao 360 da RTP3, o ex-presidente pede aos dois sucessores que se concentrem em reunificar o Brasil. "Cabe ao ex-presidente e ao atual presidente lançar palavras amenas para pacificar o país", vincou.
Michel Temer condenou ainda a "invasão inominável" e uma "agressão" contra os três poderes do Estado. Poucos dias depois da invasão, ainda há ainda "muito questionamento" sobre os responsáveis diretos e indiretos do sucedido.
O ex-presidente reconhece que há "uma insurgência" no Brasil contra os vencedores da eleição e sublinha que houve uma "diferença pequena" de votos entre os dois candidatos. "Metade do país ficou do outro lado", admitiu.
Na comparação entre os eventos em Brasília e o que
aconteceu há dois anos nos Estados Unidos, Michel Temer considera que a
invasão de domingo "foi um pouco mais grave", até porque foram visados
os très poderes.
Paradoxalmente, os acontecimentos de domingo poderão representar uma nova oportunidade na vida política brasileira, defende o ex-presidente. Michel Temer considera que a invasão serviu para reunificar os governadores dos Estados e "boa parte da opinião pública".
Michel Temer defendeu que o presidente recém-empossado chame a si os poderes do Estado e a oposição para que haja "um pacto nacional pela pacificação do país". Algo que ainda não aconteceu, mas que "ainda vai a tempo", defendeu o ex-presidente.