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Lula e Sanchéz reforçam mensagem de paz "enquanto uns abrem feridas"

Lula e Sanchéz reforçam mensagem de paz "enquanto uns abrem feridas"

O primeiro-ministro espanhol, Pedro Sánchez, e o Presidente brasileiro, Lula da Silva, reforçaram hoje a mensagem de que querem trabalhar pela paz, numa altura em que "uns abrem feridas".

Lusa /
Nacho Doce - Reuters

"Enquanto uns abrem feridas, nós queremos curá-las, fechá-las, reduzir a desigualdade e dar resposta aos grandes desafios da humanidade", disse o líder do Governo espanhol, Pedro Sánchez, durante uma conferência de imprensa em Barcelona, ao lado do chefe de Estado brasileiro, Luiz Inácio Lula da Silva, que iniciou hoje a sua vista à Europa e que termina na terça-feira, em Lisboa.

Sánchez afirmou que defender a paz não é apenas a ausência de guerra, mas sim uma condição que torna possível tudo o resto, e que a paz e os seus valores estão a ser atacados pela vaga reacionária e de autoritarismo que ameaça a solidez das instituições.

Também Lula da Silva reforçou que "o Brasil e Espanha estão na mesma trincheira".

"Meu caro amigo Pedro Sánchez, eu entendo perfeitamente quando você diz `não à guerra", afirmou o Presidente brasileiro, recordando que quando assumiu pela primeira vez a presidência, em 2003, os Estados Unidos pediram que o Brasil participasse na guerra no Iraque e que o Brasil rejeitou.

"Lutamos por uma sociedade justa, onde todos possam ter uma vida plena. Trabalhamos para reduzir desigualdades dentro dos países e entre eles. Queremos um mundo onde a soberania e as regras do multilateralismo sejam respeitadas", sublinhou, durante a primeira cimeira bilateral entre Brasil e Espanha.

O Palácio de Pedralbes, em Barcelona, acolheu hoje o encontro bilateral, no qual foram assinados 15 acordos de cooperação entre os dois países, entre os quais sobre minerais críticos e o combate à violência contra as mulheres.

No sábado, os dois líderes vão participar, também em Barcelona, da 4.ª Cimeira em Defesa da Democracia, com a presença de numerosos países e cerca de uma dúzia de líderes, incluindo a Presidente do México, Claudia Sheinbaum, o Presidente de Cabo Verde, José Maria Neves, e o presidente do Conselho Europeu, António Costa.

Decorre durante dois dias a chamada Global Progressive Mobilisation, que reúne mais de uma centena de partidos progressistas de todo o mundo e mais de 3.000 participantes para defender os direitos humanos, a igualdade e a paz, e sublinhar que existe uma alternativa às políticas conservadoras.

Um evento cujo encerramento, no sábado, contará com intervenções do chefe do Governo espanhol e de Lula da Silva.

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