Madrugada sem registo de ataques em São Paulo
Não foram registados ataques hoje de madrugada em todo o Estado de São Paulo, a primeira sem ocorrências criminosas nos últimos quatro dias, divulgaram fontes oficiais.
Desde a noite de domingo, foram registados 167 ataques contra edifícios públicos e privados, de que resultaram seis vítimas mortais, cinco feridos e 33 suspeitos detidos, segundo o último balanço oficial.
Os ataques, registados em mais de 20 cidades do interior do Estado de São Paulo e também na capital, atingiram dezenas de agências bancárias, viaturas e esquadras de polícia.
A Secretaria de Segurança Pública informou ainda que 40 autocarros foram incendiados e 12 postos de gasolina foram atacados na terceira vaga de ataques praticada por membros da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo o governador de São Paulo, Cláudio Lembo, a nova série de ataques transformou-se numa moda trágica e estúpida.
"Claro que tem muitos oportunistas [agindo], e, mais do que isso, virou a um modismo trágico e estúpido fazer ataque. São adolescentes fazendo pequenos ataques, ridículos e estúpidos. Isso é uma crise de identidade pessoal e de valores que nós estamos vivendo no Brasil", disse.
Na primeira onda de ataques, entre 12 a 19 de Maio, as acções do PCC tiveram como alvo sobretudo agentes da polícia, esquadras, viaturas e elementos do Corpo de Bombeiros. Mais de 170 pessoas morreram nessa altura.
Na segunda onda de violência, entre 12 a 15 de Julho, foram registados 174 ataques contra alvos civis, como edifícios públicos e casas particulares, agências bancárias, lojas e autocarros.
Os ataques de Julho causaram dez vítimas mortais, entre as quais, três polícias, três vigilantes particulares, um civil e três suspeitos, além de 58 detidos e 10 feridos.