Maio foi mês com mais civis mortos e feridos por drones de curto alcance desde 2022 divulgou a ONU

Maio foi mês com mais civis mortos e feridos por drones de curto alcance desde 2022 divulgou a ONU

Maio passado foi o mês com mais civis mortos e feridos por drones de curto alcance desde que a guerra na Ucrânia começou, em fevereiro de 2022, segundo dados divulgados hoje pela ONU. 

Lusa / Adicionar como fonte informativa
Anatolii Stepanov - Reuters

Os dados são da Missão de Monitorização dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia e foram hoje divulgados numa reunião do Conselho de Segurança das Nações Unidas pela diretora da divisão de Resposta a Crises do Escritório para a Coordenação de Assuntos Humanitários (OCHA), Edem Wosornu.

A representante da ONU indicou que, nas últimas duas semanas, os danos e o sofrimento dos civis aumentaram devido à guerra em curso, crescendo o número de famílias "obrigadas a suportar o padrão já conhecido desta guerra: ataques, destruição, perdas, mais uma noite sem segurança".

Na mesma reunião, o Subsecretário-Geral da ONU para a Europa, Ásia Central e Américas, Khaled Khiari, indicou que, no mês passado, pelo menos 274 civis foram mortos e 1.763 ficaram feridos na Ucrânia, sendo o maior número mensal combinado de mortos e feridos desde abril de 2022.

Há semanas que a ONU vem alertando para o agravamento da situação na Ucrânia e advertindo que o conflito está a entrar na sua fase mais letal.

A 15 de Junho, recordou hoje Edem Wosornu, os ataques em Kiev e Kharkiv danificaram habitações e infraestruturas críticas, deixando mais de 100.000 casas sem energia.

Em Kiev, o Mosteiro de Kiev-Petchersk, Património Mundial da UNESCO e "coração da vida religiosa e cultural da Ucrânia", foi atingido e danificado, lamentou a representante do OCHA, frisando que o local transportava séculos de património cultural que deveria ser protegido.

Em Kharkiv, as equipas de resgate que respondiam a um ataque anterior foram atingidas quando ocorreu um segundo ataque.

"Isto encaixa-se num padrão documentado. A Missão de Monitorização dos Direitos Humanos da ONU na Ucrânia constatou ataques repetidos contra ambulâncias, equipas de resgate e trabalhadores humanitários -- em alguns casos, atingidos duas vezes, enquanto regressavam para ajudar", criticou.

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