Maioria dos russos continua a lamentar dissolução da União Soviética

Maioria dos russos continua a lamentar dissolução da União Soviética

A maioria dos russos (57%) lamenta a dissolução da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS), dado inalterado há vários anos, segundo um inquérito do Centro de Pesquisa de Opinião Pública de Moscovo, divulgado terça-feira.

Lusa /

Segundo a pesquisa, a maioria dos cidadãos russos que sentem nostalgia da União Soviética são pessoas nascidas entre a década de 1940, que coincidiu com a Segunda Guerra Mundial, e o início da década de 1960, na sequência do período conhecido como Degelo de Khruschev, iniciado em meados da década de 1950, no qual houve um abrandamento da repressão e da censura.

Nesse segmento da população, a proporção dos que lamentam a dissolução da URSS, consumada em 26 de dezembro de 1991, é de cerca de 80%, a mesma percentagem que aceita o processo de reabilitação da imagem de Estaline, chefe de Estado entre 1924 e 1953.

Já entre as pessoas nascidas após a queda da União Soviética, apenas 14% dizem lamentar o episódio que o presidente russo, Vladimir Putin, já descreveu como a maior tragédia geopolítica do século XX.

Por outro lado, um terço dos russos crê que a dissolução da URSS era inevitável, enquanto 57% pensa o contrário.

Putin e muitos saudosos do regime soviético atribuem a responsabilidade da sua dissolução ao seu último líder, Mikhail Gorbachev, que se demitiu do cargo de presidente da URSS em 25 de dezembro de 1991.

O estudo detalha ainda que 61% dos inquiridos votariam a favor da manutenção da União Soviética, caso se realizasse hoje um referendo nesse sentido.  

Em 2005, 75% dos russos considerou negativa a dissolução da União Soviética, país fundado em 1922.

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