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Mais de 200 organizaçoes pedem fim da exploração de petróleo no mar

Mais de 200 organizaçoes pedem fim da exploração de petróleo no mar

Mais de 200 organizações da sociedade civil global assinaram uma carta aberta a apelar a um compromisso internacional urgente para proibir a exploração de combustíveis fósseis nos oceanos.

Lusa /

A iniciativa aconteceu no âmbito da terceira Conferência da ONU sobre o Oceano (UNOC3), que esta semana decorreu em Nice, França, e que termina hoje, e foi divulgada pela associação portuguesa Último Recurso, uma das organizações subscritoras.

A carta, diz a Último Recurso em comunicado, foi promovida pela organização internacional "OceanCare" e exorta os governos a agirem de forma decisiva e responsável com o reconhecimento da incompatibilidade entre os objetivos climáticos e a expansão da exploração petrolífera no mar, "e apoio à transição energética justa e inclusiva para comunidades costeiras e trabalhadores".

"O oceano está no centro da crise climática e ecológica, mas continua a ser explorado como se fosse infinito. Esta carta representa um apelo coletivo a colocar limites claros a essa exploração, começando pela proibição da expansão dos combustíveis fósseis offshore", diz, citada no comunicado, a presidente da associação Último Recurso, Mariana Gomes.

Num balanço da conferência, a Último Recurso considera que a UNOC3 termina com "sinais mistos". Destaca os "avanços importantes", como o apelo global por uma moratória à mineração em mar profundo, liderado por França, Palau e Costa Rica, o progresso na ratificação do Tratado do Alto Mar (BBNJ), com meia centena de países signatários (são necessários 60 para o tratado entrar em vigor), os 95 países que pediram um acordo ambicioso nas negociações sobre o tratado global de plásticos ou ainda o Pacto Europeu para o Oceano, da União Europeia.

Por outro lado, fala de preocupações sobre a eficácia da implementação das metas globais, nomeadamente a meta 30x30, de preservar 30% do planeta até 2030, o que requer mais do que números, e "exige proteção efetiva e fiscalização".

A Último Recurso sublinha que o caminho está lançado, mas que "falta compromisso político vinculativo e ação concreta".

A associação é a primeira organização não-governamental portuguesa a utilizar o Direito como ferramenta central para impulsionar a ação climática, fortalecer o Estado de Direito e promover o desenvolvimento sustentável.

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