Mais de 2000 detidos desde Janeiro no quadro da luta anti-máfia
As autoridades italianas detiveram mais de 2.000 pessoas em Nápoles (sul) desde Janeiro e ordenaram a confiscação de bens relacionados com o crime organizado avaliados em 15,7 milhões de euros, informou hoje o ministro do Interior italiano.
Numa intervenção parlamentar, Giuseppe Pisanu precisou que estes números se inscrevem já na renovada estratégia de prevenção e de luta contra a máfia empreendida pelo governo italiano, que nos últimos meses reforçou a presença policial em Nápoles ante o aumento da violência nesta cidade.
O ministro esclareceu que o plano está assente em três pontos:
a coordenação das forças da ordem, a sua estreita colaboração com a magistratura e uma permanente vigilância das actividades da Camorra, a máfia local.
No entanto, Pisanu insistiu em que a derrota definitiva da Camorra e do resto do crime organizado "precisa do apoio activo e convicto da maioria dos napolitanos honestos".
"Em Nápoles, como no resto do país - continuou - está a ser aplicada uma política de segurança que está a dar frutos, dia após dia e de forma gradual".
As guerras entre grupos mafiosos em Nápoles, especialmente entre o clã Di Lauro e o de "Gli Spagnoli" ("Os espanhóis", assim chamado porque vários membros se refugiaram no passado no sul de Espanha), causaram mais de 20 mortos desde o princípio do ano.