Mais de 100 mortos. Colômbia declara estado de emergência após sismo de 7,4

Mais de 100 mortos. Colômbia declara estado de emergência após sismo de 7,4

Um sismo de 7,4 na escala de Richter foi registado, esta segunda-feira, na Colômbia, tendo provocado mais de 100 mortos. O Governo colombiano declarou estado de emergência.

Mariana Ribeiro Soares - RTP / Adicionar como fonte informativa
Juan Pablo Arbelaez - Reuters

(em atualização)

O número de mortos não para de aumentar e já ultrapassou a barreira dos 100. Segundo o presidente da Colômbia, foram contabilizados pelo menos 111 mortos. 

Abelardo de la Espriella, que tomou posse como presidente da Colômbia na passada sexta-feira, anunciou ainda que foi decidido declarar o estado de emergência no país.

"O governo nacional mobilizou todos os seus recursos para proteger vidas, auxiliar as comunidades afetadas e fornecer ajuda onde for necessário", disse o presidente colombiano, sublinhando que "a prioridade é resgatar as pessoas presas sob os escombros", sublinhou.

Pereira, a 200 quilómetros de Bogotá e a 50 quilómetros do epicentro do sismo, é a cidade onde se registam mais mortes, com pelo menos 47 vítimas contabilizadas, segundo o presidente da Câmara Mauricio Salazar. 

"A situação é crítica", disse Mauricio Salazar em entrevista à Rádio Caracol. 

Segundo Espriella, há ainda pelo menos 87 feridos e 61 prédios desabaram. 


Na cidade de Cali, pelo menos 20 prédios desabaram, com várias pessoas presas nos escombros, disse o autarca Alejandro Eder à agência Reuters.

"Por enquanto, temos pelo menos 20 estruturas desabadas em Cali com pessoas presas", disse Alejandro Eder à rádio X, acrescentando que pediu ajuda aos autarcas de Bogotá e de Medellín, a segunda maior cidade do país, para o envio de equipas de resgate.

Em Bogotá, vários edifícios residenciais estão a ser evacuados.

O sismo, de magnitude 7,4 na escala de Richter, segundo os Serviços Geológicos dos Estados Unidos e da Colômbia, foi sentido às 7h34 locais (13h34 em Lisboa) e teve o epicentro na localidade de San José del Palmar, no departamento de Chocó, situado na costa do Pacífico, a uma profundidade de cerca de 100 quilómetros. Após o violento abalo, foram registadas duas réplicas, de 4,8 e 3,8 na escala de Richter.O forte sismo foi sentido em grandes cidades como a capital, Bogotá, e Cali, no sudoeste do país, bem como em Quito, no Equador, e no Panamá.

O sistema de alerta de tsunamis dos EUA afirmou que não havia ameaça de tsunami.

Seis aeroportos do oeste da Colômbia suspenderam as suas operações devido aos danos causados ​​pelo sismo, informou a Autoridade de Aviação Civil.

No aeroporto internacional Matecaña, em Pereira, pelo menos três pessoas morreram depois de partes da estrutura do aeroporto, incluindo componentes do teto, terem caído no terminal de Matizales, que recebe cerca de 20 mil passageiros por dia.

"Foram reportados danos nos aeroportos de Pereira, Manizales, Quibdó, Armenia, Cartago e Buenaventura", e "como medida de segurança, as operações aéreas nestes terminais permanecem suspensas até que sejam avaliados os danos estruturais nas infraestruturas", afirmou a agência.
Portugal manifesta solidariedade
O Ministério dos Negócios Estrangeiros emitiu uma mensagem de solidariedade ao povo colombiano, afirmando que Portugal "acompanha atentamente a situação e está solidário com todos os que foram afetados".

"Apresentamos as nossas sentidas condolências às famílias das vítimas e desejamos uma rápida recuperação a todos os feridos", acrescenta o comunicado.

O secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, também manifestou solidariedade ao povo colombiano e garantiu que o governo de Trump está pronto para enviar ajuda humanitária.

A Venezuela, que sofreu dois fortes sismos há pouco mais de um mês, manifestou também a sua solidariedade para com a Colômbia e afirmou que "está a disponibilizar ao Governo colombiano o envio de uma equipa de resgate e a ajuda humanitária necessária".

O sismo desta segunda-feira é o mais forte registado na Colômbia na última década, segundo o Serviço Geológico da Colômbia.

A região colombiana do Pacífico, em redor do epicentro do sismo, situa-se ao longo do "Anel de Fogo", a linha de falhas sísmicas que circunda o Oceano Pacífico, onde ocorre a maioria dos sismos do mundo.
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