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Mais longe do que a Apollo. Astronautas da Artemis II batem recorde de distância espacial
Os quatro astronautas da missão Artemis II ultrapassaram, esta segunda-feira, a marca da Apollo 13, em 1970, e alcançaram o ponto mais distante alguma vez atingido por um ser humano em relação à Terra.
O recorde de 400.171 quilómetros, alcançado pela Apollo 13, foi ultrapasado esta segunda-feira pelos quatro astronautas que seguem na missão Artemis II.
Os astronautas da NASA Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, juntamente com o astronauta canadiano Jeremy Hansen, deverão atingir esta segunda-feira a distância máxima da Terra, de aproximadamente 406.600 quilómetros, cerca de 6.606 quilómetros para além do recorde detido por Jim Lovell e a sua tripulação da Apollo 13 durante 56 anos.
"Ultrapassámos a maior distância alguma vez percorrida pelos humanos a partir do planeta Terra. Fazemo-lo em homenagem aos esforços e feitos extraordinários dos nossos antecessores na exploração espacial humana", declarou um dos astronautas do programa Artemis.
"Continuaremos a nossa viagem ainda mais longe no espaço, antes que a Mãe Terra nos consiga trazer de volta a tudo o que nos é querido", acrescentou, desafiando a próxima geração "a garantir que este recorde não dura muito tempo".
A new milestone for humankind: The crew of Artemis II are now the farthest any human has ever travelled, reaching a maximum distance of 252,752 miles from Earth.
— NASA (@NASA) April 6, 2026
This surpasses the previous record set by Apollo 13 in 1970 by about 4,102 miles. pic.twitter.com/DbLFvvdEfT
Os astronautas preparam-se agora para sobrevoar regiões inexploradas da Lua e o seu lado oculto durante várias horas. A tripulação deverá atingir o ponto mais próximo da Lua por volta das 00h02 de terça-feira (hora de Lisboa). Nessa altura, a Lua parecerá tão grande como "uma bola de basquetebol segura à distância de um braço", explicou Noah Petro, chefe do Laboratório de Geologia Planetária da NASA, à AFP.
Os tripulantes vão sobrevoar a lua durante seis horas e é já quase no final desse tempo que vão ter a possibilidade de assistir a um eclipse solar. Durante o sobrevoo, a tripulação vai utilizar as câmaras fotográficas que possui a bordo, desbravando o lado mais afastado da Lua, que é também o menos conhecido, já que foi difícil de explorar pelos astronautas do programa Apollo.
Os tripulantes vão sobrevoar a lua durante seis horas e é já quase no final desse tempo que vão ter a possibilidade de assistir a um eclipse solar. Durante o sobrevoo, a tripulação vai utilizar as câmaras fotográficas que possui a bordo, desbravando o lado mais afastado da Lua, que é também o menos conhecido, já que foi difícil de explorar pelos astronautas do programa Apollo.
O sobrevoo lunar mergulhará a tripulação na escuridão e as comunicações serão interrompidas durante cerca de 40 minutos, uma vez que a Lua bloqueará o acesso à Rede de Espaço Profundo da NASA, uma rede global de enormes antenas de radiocomunicações que a agência tem utilizado para comunicar com a tripulação.
A missão Artemis II é o primeiro voo de teste tripulado do programa Artemis da NASA, lançado na passada quinta-feira, e terá a duração de quase dez dias. Para além de ser o primeiro voo tripulado em torno da Lua em mais de 50 anos, esta missão lunar é histórica por ser a primeira cuja tripulação inclui uma mulher, Christina Koch, um homem negro, o piloto Victor Glover, e um canadiano, Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadiana.
A missão Artemis II deve regressar à Terra na próxima sexta-feira, 11 de abril. Se esta missão e a seguinte, no próximo ano, forem bem-sucedidas, a NASA planeia aterrar astronautas na Lua em 2028.
c/agências