Mais um membro da moçambicana Anamola assassinado na província de Gaza
Um membro do partido moçambicano Anamola foi mortalmente atingido a tiro na sua residência, no distrito de Massangena, província de Gaza, confirmou hoje a polícia, acrescentando que ainda não há detidos relacionados com o crime.
Carlos Macuácua, porta-voz da Polícia da República de Moçambique (PRM) em Gaza, explicou, em declarações aos jornalistas, que o incidente envolvendo o membro do Anamola ocorreu na noite da sexta-feira, quando indivíduos arremessaram pedras contra o teto da residência da vítima, para atraí-lo para fora.
"As pessoas já estavam preparadas, trataram de abordá-lo fazendo exigências, tiraram-lhe a vida e roubaram a viatura", explicou.
Segundo Carlos Macuácua, ainda não há detidos relacionados com o crime e o caso encontra-se "nas mãos dos investigadores".
O responsável referiu desconhecer qualquer envolvimento de um esquadrão da morte no homicídio do membro do partido Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo (Anamola), fundado e lançado em agosto por Venâncio Mondlane, candidato presidencial em 2024 e um dos principais críticos da governação em Moçambique.
"Em termos de institucionalização do esquadrão da morte, não tenho nenhuma referência, salvo opinião contrária. E cabe a essas pessoas ajudar as autoridades a identificar os componentes desses esquadrões da morte", defendeu.
Abdul Nariz, membro da equipa de comunicação do ex-candidato presidencial, confirmou hoje à Lusa a morte do integrante do projeto político, sem, no entanto, avançar pormenores sobre as circunstâncias do ocorrido.
Há uma semana, o político moçambicano Venâncio Mondlane denunciou o assassinato de 56 membros do seu projeto político, convocando para o dia seguinte um minuto de silêncio, entoação do hino nacional e apitos contra estas mortes.
"Ao todo, estamos a contar agora Anselmo [Vicente, coordenador do partido no Chimoio], 56 membros do Anamola brutalmente assassinados pelas Forças de Defesa e Segurança. Casos de violência desde agressões, queima de casas e outro tipo de situações temos registados 436 casos no partido Anamola", denunciou então o ex-candidato presidencial Venâncio Mondlane, em direto na sua página do Facebook.
O último caso de assassinato de um membro do partido Aliança Nacional por um Moçambique Livre e Autónomo, aconteceu na noite dia 09 de maio, quando Anselmo Vicente, coordenador do partido no Chimoio, centro do país, foi atingido mortalmente a tiro.
A polícia confirmou o crime, explicando que o dirigente foi morto quando "regressava de uma reunião partidária" naquela cidade, juntamente com outro membro do Anamola.
Venâncio Mondlane disse que estes assassinatos são em resposta "à aceitação e força brutal" que o seu partido Anamola tem, incluindo uma base social "extremamente forte", indicando que a sua formação política está disposta a fazer uma luta "livre, justa e pacífica" na política moçambicana.