Mundo
Manobras militares com EUA no Sul e estado de alerta no Norte
Os Estados Unidos vão participar em dois exercícios navais ao longo das costas da Coreia. Os exercícios resultam do súbito agravamento da tensão entre as duas Coreias. A Coreia do Norte, por seu lado, terá colocado em estado de alerta as suas Forças Armadas desde quinta-feira passada, segundo hoje revelou um grupo dissidente norte-coreano e também acusou a Coreia do Sul de ter violado hoje as suas águas territoriais.
O porta-voz do Departamento da Defesa norte-americano, Bryan Whitman, não deu detalhes sobre a data das manobras militares nem sobre o número de vasos de guerra envolvidos, mas justificou-as: "Considerando este incidente particular, ambas as acções são importantes, a bem de um sólido fundamento da nossa colaboração e da dissuasão".
Para além da decisão militar propriamente dita, os Estados Unidos e a Coreia do Sul movimentam-se para apresentarem um projecto de resolução no Conselho de Segurança da ONU responsabilizando a Coreia do Norte pelo naufrágio, ou pelo afundamento, como ambos alegam, da corveta sul-coreana "Cheonan", ocorrido em 26 de Março passado no Mar Amarelo. Na altura perderam a vida 46 marinheiros sul-coreanos.
Segundo o inquérito levado a cabo pelas autoridades sul-coreanas, o navio foi afundado por um torpedo norte-coreano. Na sequência do inquérito, o governo de Seoul exigiu que o de Pyong-Yang assumisse as suas responsabilidades morais e financeiras.
As autoridades da Coreia do Norte sustentam que as conclusões do inquérito foram fabricadas pela Coreia do Sul, ao serviço de uma escalada contra o regime de Pyong-Yang e que essa escalada colocou os dois Estados "próximos da guerra".
A circunspecta atitude chinesa
A secretária de Estado norte-americana, Hillarry Clinton, actualmente em visita a Pequim, tentou ontem obter um apoio da China à condenação contra a Coreia do Norte, mas Pequim limitou-se a afirmar que pretende fazer a sua própria avaliação sobre o caso do "Cheonan" e apelou à contenção de ambas as partes. A porta-voz do MNE chinês, Jiang Yu, manifestou, segundo a France Press, a esperança de que "todas as partes envolvidas mantenham a calma e dêem provas de contenção".
Hoje encontra-se também em Pequim, segundo a agência France Press, o general norte-americano Robert Willard, chefe da região militar do Pacífico. A viagem é vista como parte das diligências norte-americanas para chegar a uma posição comum com a China sobre a crise inter-coreana.
Boicote comercial e apelos à deserção
Às manobras militares e ao projecto de resolução na ONU, acrescem entretanto medidas tomadas desde já pela Coreia do Sul com o apoio dos Estados Unidos. A mais gravosa é certamente a suspensão do intenso intercâmbio comercial entre as duas Coreias, anunciada pelo presidente sul-coreano Lee Myung-Bak, e que pode tornar-se um factor de verdadeira asfixia para a metade norte da península. Com efeito, a Coreia do Sul apresenta um excedente comercial na ordem dos 333 milhões de dólares com a Coreia do Norte.
Também as emissões radiofónicas de propaganda destinadas à Coreia do Norte foram retomadas a partir de ontem, após uma interrupção de seis anos. Na fronteira foram instaladas dezenas de altifalantes e painéis electrónicos, apelando à deserção dos soldados norte-coreanos, segundo o diário alemão on-line Der Spiegel.
Tropas norte-coreanas de prevenção
A Coreia do Norte, por seu lado, nega qualquer responsabilidade no naufrágio ou afundamento da corveta sul-coreana. O vice-ministro da Defesa Nacional, O Kuk Ryol, citado pela France Press, terá afirmado na rádio: " A América e a Coreia do Sul tentam vingar-se implicando-nos no incidente do Cheonan. É uma conspiração da América, do Japão e da Coreia do Sul para nos isolar e nos matar".
Segundo a organização dissidente "North Korea Intelecutal Solidarity", todas as unidades das Foirças Armadas norte-coreanas foram desde a passada quinta-feira, dia da divulgação das conclusões do inquérito, colocadas de prevenção. Os serviços secretos sul-coreanos estão ainda a verificar a informação.
Para além da decisão militar propriamente dita, os Estados Unidos e a Coreia do Sul movimentam-se para apresentarem um projecto de resolução no Conselho de Segurança da ONU responsabilizando a Coreia do Norte pelo naufrágio, ou pelo afundamento, como ambos alegam, da corveta sul-coreana "Cheonan", ocorrido em 26 de Março passado no Mar Amarelo. Na altura perderam a vida 46 marinheiros sul-coreanos.
Segundo o inquérito levado a cabo pelas autoridades sul-coreanas, o navio foi afundado por um torpedo norte-coreano. Na sequência do inquérito, o governo de Seoul exigiu que o de Pyong-Yang assumisse as suas responsabilidades morais e financeiras.
As autoridades da Coreia do Norte sustentam que as conclusões do inquérito foram fabricadas pela Coreia do Sul, ao serviço de uma escalada contra o regime de Pyong-Yang e que essa escalada colocou os dois Estados "próximos da guerra".
A circunspecta atitude chinesa
A secretária de Estado norte-americana, Hillarry Clinton, actualmente em visita a Pequim, tentou ontem obter um apoio da China à condenação contra a Coreia do Norte, mas Pequim limitou-se a afirmar que pretende fazer a sua própria avaliação sobre o caso do "Cheonan" e apelou à contenção de ambas as partes. A porta-voz do MNE chinês, Jiang Yu, manifestou, segundo a France Press, a esperança de que "todas as partes envolvidas mantenham a calma e dêem provas de contenção".
Hoje encontra-se também em Pequim, segundo a agência France Press, o general norte-americano Robert Willard, chefe da região militar do Pacífico. A viagem é vista como parte das diligências norte-americanas para chegar a uma posição comum com a China sobre a crise inter-coreana.
Boicote comercial e apelos à deserção
Às manobras militares e ao projecto de resolução na ONU, acrescem entretanto medidas tomadas desde já pela Coreia do Sul com o apoio dos Estados Unidos. A mais gravosa é certamente a suspensão do intenso intercâmbio comercial entre as duas Coreias, anunciada pelo presidente sul-coreano Lee Myung-Bak, e que pode tornar-se um factor de verdadeira asfixia para a metade norte da península. Com efeito, a Coreia do Sul apresenta um excedente comercial na ordem dos 333 milhões de dólares com a Coreia do Norte.
Também as emissões radiofónicas de propaganda destinadas à Coreia do Norte foram retomadas a partir de ontem, após uma interrupção de seis anos. Na fronteira foram instaladas dezenas de altifalantes e painéis electrónicos, apelando à deserção dos soldados norte-coreanos, segundo o diário alemão on-line Der Spiegel.
Tropas norte-coreanas de prevenção
A Coreia do Norte, por seu lado, nega qualquer responsabilidade no naufrágio ou afundamento da corveta sul-coreana. O vice-ministro da Defesa Nacional, O Kuk Ryol, citado pela France Press, terá afirmado na rádio: " A América e a Coreia do Sul tentam vingar-se implicando-nos no incidente do Cheonan. É uma conspiração da América, do Japão e da Coreia do Sul para nos isolar e nos matar".
Segundo a organização dissidente "North Korea Intelecutal Solidarity", todas as unidades das Foirças Armadas norte-coreanas foram desde a passada quinta-feira, dia da divulgação das conclusões do inquérito, colocadas de prevenção. Os serviços secretos sul-coreanos estão ainda a verificar a informação.