Maria Luís Albuquerque pede confiança nos portugueses e espera que Europa continue a ser democrática
A comissária europeia Maria Luís Albuquerque pediu hoje que se confie nos cidadãos portugueses para "fazerem as escolhas" que considerarem necessárias e disse esperar que a Europa "continue a ser um espaço essencialmente democrático e de liberdade".
Em declarações aos jornalistas no Parlamento Europeu, em Estrasburgo, sobre os 40 anos da adesão de Portugal à então Comunidade Económica Europeia (CEE), Maria Luís Albuquerque foi questionada se, na segunda volta das eleições presidenciais, os portugueses devem separar as águas entre os valores democráticos e os populismos que estão a crescer na Europa.
Na resposta, a comissária europeia para os Serviços Financeiros e União da Poupança e dos Investimentos salientou que "os valores são uma base fundamental daquilo que a Europa é e daquilo que a Europa quer continuar a ser".
"Mas somos também democracias e devemos confiar nos nossos cidadãos, nos nossos eleitores, em toda a Europa, para fazerem essas escolhas. É esse o espírito democrático", salientou.
Maria Luís Albuquerque disse ter a expectativa que "a Europa continuará a ser um espaço essencialmente democrático, de liberdade e de construção de um futuro melhor".
Questionada sobre quem é que acha, entre António José Seguro e André Ventura, que garantirá que se continuam a fazer progressos no projeto europeu, a comissária respondeu que "os progressos extraordinários são um trabalho conjunto dos portugueses, e de todos os outros europeus, e daqueles que, em cada momento, são chamados a tomar decisões".
"São democracias legitimadas naturalmente, porque todos somos democracias legitimadas pelo voto dos portugueses", afirmou.