Marine Le Pen revela esta tarde se é candidata à Presidência

Marine Le Pen revela esta tarde se é candidata à Presidência

Le Pen foi condenada a três anos de prisão, dois deles de prisão são de pena suspensa e um ano de pulseira eletrónica. Foi ainda condenada a pagar 100 mil euros de multa. Le Pen tem condições para se candidatar às Presidenciais de 2027, já que o tempo de ineligibilidade conta a partir da primeira decisão, em março.

RTP / Adicionar como fonte informativa
Reuters

A decisão do tribunal parece abrir caminho a que Le Pen se pudesse candidatar, mas Marine Le Pen tem a pena de prisão com pulseira para cumprir. A líder da extrema-direita tinha dito anteriormente que não faria campanha eleitoral com pulseira, dizendo então que não seria candidata às Presidenciais de 2027.  

"Quando se é candidato às eleições presidenciais, é necessário ter total liberdade de movimentos, o que não acontece se se usar uma pulseira eletrónica", afirmou na altura, em declarações ao canal LCI.

Le Pen tinha recebido inicialmente uma proibição de cinco anos de concorrer a cargos públicos, que foi reduzida hoje para 15 meses efetivos.

No início da leitura do acórdão, o Tribunal de Recurso de Paris indicou que as penas de inelegibilidade foram ajustadas tendo em conta "a liberdade de candidatura" e "a livre escolha dos eleitores", consideradas "condições da expressão democrática".

A dirigente deverá estar hoje no jornal das 20h00 (19h00 em Lisboa) do canal TF1 para oficializar a decisão quanto a uma eventual candidatura.

As aspirações políticas da líder da extrema-direita francesa estavam em suspenso desde março do ano passado quando foi proibida de exercer cargos públicos durante cinco anos por desviar verbas europeias. Le Pen recorreu e a decisão final foi hoje conhecida.
De acordo com a juíza, o entendimento do tribunal é que os factos em causa são graves, porque decorreram durante 11 anos, ou seja, três mandatos do Parlamento Europeu, envolvem uma soma elevada, de quase 3 milhões de euros. 

O tribunal considera ainda que os factos contribuem para uma quebra de confiança e para o descrédito das instituições europeias, quando os eleitos têm o dever da exemplaridade. 

Considera quinda que, ao beneficiar de fundos públicos do PE para contratar funcionários para o partido, o partido quebrou a igualdade legal que deve existir em relação a outros partidos.

A presidente do Reagrupamento Nacional (RN) foi considerada culpada dos crimes de desvio de fundos públicos europeus, na qualidade de deputada ao Parlamento Europeu, e de cumplicidade em desvio de fundos públicos, enquanto presidente do partido.

Marine Le Pen foi ainda condenada ao pagamento de uma multa de 100 mil euros.

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