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Marion agarra vaga de Le Pen e candidata-se às regionais francesas
As dúvidas eram poucas, mas deixaram agora de existir. A neta de Jean-Marie Le Pen será mesmo a candidata da Frente Nacional para liderar os destinos da região Provença-Alpes-Costa Azul (PACA). Marion Maréchal-Le Pen confirmou em entrevista à Valeurs Actuelles que será candidata, pondo fim à dúvida que pairava após o início da guerrilha familiar no clã da extrema direita gaulesa.
Marion Maréchal Le Pen até já tinha sido investida pelo partido como candidata as eleições regionais, no passado mês de abril. No entanto, acabou por colocar a candidatura em suspenso no início de maio, com receio de se tornar “refém” do conflito que entretanto eclodiu entre Marine Le Pen e Jean-Marie Le Pen.
A nova "menina bonita" do partido de extrema direita revela agora que teve a “garantia” do avô de que este não se iria “imiscuir” na sua campanha. Com a garantia do patriarca, Marion avança à conquista do sudeste francês.
Substituir o avô
A dúvida quanto ao candidato frentista à região PACA dura há largas semanas. Jean-Marie Le Pen era apontado como o candidato frentista, no entanto, acabou por retirar a candidatura depois da filha Marine, presidente do partido, lhe ter retirado o apoio.
A Frente Nacional rompia com o seu próprio fundador, depois de este ter feito novas declarações polémicas. Jean-Marie Le Pen reiterou que as câmaras de gás eram um “detalhe” da II Guerra Mundial e defendeu o marechal Pétain, líder da França no regime de Vichy e colaboracionista com os nazis. Reportagem de Raquel Ramalho Lopes, Guilherme Brízido – 5 de maio de 2015
A Frente Nacional "não quer ficar refém das suas provocações grosseiras", tinha explicado, na altura, Marine. “Oponho-me à candidatura de Le Pen, porque ele está numa espiral entre a estratégia da terra queimada e o suicídio político," acrescentou ainda.
Jean-Marie Le Pen acabou mesmo por ser suspenso do partido, no início do mês de maio.
Abdicar pela neta
Jean-Marie Le Pen retirou a sua candidatura em abril, e logo aí deixou espaço à neta. O histórico do partido apontava que Marion seria uma “excelente candidata”, considerando que nenhuma outra personalidade teria tanta notoriedade na região como a mais jovem deputada do Parlamento francês.
Rapidamente, Marion Maréchal-Le Pen aceitou entrar na corrida. Com o intensificar da guerrilha familiar entre o patriarca Le Pen e a sua própria filha, acabou por pedir um tempo de reflexão no início do mês de maio.
Apesar da pausa aberta, a imprensa francesa dá conta de que a máquina eleitoral se manteve em funcionamento. Para os apoiantes da Frente Nacional naquela região francesa, uma desistência de Marion seria “inimaginável”, reportava recentemente Le Figaro.
“Ela tem uma legitimidade pelo trabalho realizado quer na Assembleia Nacional como na região. Ela é a nossa melhor candidata para a região”, tinha explicado um responsável da federação regional do partido.
"Quando se hesita a ser candidato"
A demora na decisão já começava a preocupar as federações regionais do partido, e já tinha sido utilizada pela oposição. Christian Estrosi, candidato do partido de Nicolas Sarkozy a esta região, já tinha criticado a postura.
“Liderar uma região significa tomar decisões. Quando se hesita a ser candidato, quando se tem o braço a tremer, é incompatível”, defendera o candidato da UMP. Este fim de semana, o candidato voltou á carga através do twitter.
As eleições regionais realizam-se no próximo mês de dezembro, sendo a primeira eleição para os conselhos regionais desde a recente reforma que reduziu drasticamente o número de regiões. Esta deverá ser a última ida dos franceses às urnas antes das eleições presidenciais de 2017.
A nova "menina bonita" do partido de extrema direita revela agora que teve a “garantia” do avô de que este não se iria “imiscuir” na sua campanha. Com a garantia do patriarca, Marion avança à conquista do sudeste francês.
Substituir o avô
A dúvida quanto ao candidato frentista à região PACA dura há largas semanas. Jean-Marie Le Pen era apontado como o candidato frentista, no entanto, acabou por retirar a candidatura depois da filha Marine, presidente do partido, lhe ter retirado o apoio.
A Frente Nacional rompia com o seu próprio fundador, depois de este ter feito novas declarações polémicas. Jean-Marie Le Pen reiterou que as câmaras de gás eram um “detalhe” da II Guerra Mundial e defendeu o marechal Pétain, líder da França no regime de Vichy e colaboracionista com os nazis. Reportagem de Raquel Ramalho Lopes, Guilherme Brízido – 5 de maio de 2015
A Frente Nacional "não quer ficar refém das suas provocações grosseiras", tinha explicado, na altura, Marine. “Oponho-me à candidatura de Le Pen, porque ele está numa espiral entre a estratégia da terra queimada e o suicídio político," acrescentou ainda.
Jean-Marie Le Pen acabou mesmo por ser suspenso do partido, no início do mês de maio.
Abdicar pela neta
Jean-Marie Le Pen retirou a sua candidatura em abril, e logo aí deixou espaço à neta. O histórico do partido apontava que Marion seria uma “excelente candidata”, considerando que nenhuma outra personalidade teria tanta notoriedade na região como a mais jovem deputada do Parlamento francês.
Rapidamente, Marion Maréchal-Le Pen aceitou entrar na corrida. Com o intensificar da guerrilha familiar entre o patriarca Le Pen e a sua própria filha, acabou por pedir um tempo de reflexão no início do mês de maio.
Apesar da pausa aberta, a imprensa francesa dá conta de que a máquina eleitoral se manteve em funcionamento. Para os apoiantes da Frente Nacional naquela região francesa, uma desistência de Marion seria “inimaginável”, reportava recentemente Le Figaro.
“Ela tem uma legitimidade pelo trabalho realizado quer na Assembleia Nacional como na região. Ela é a nossa melhor candidata para a região”, tinha explicado um responsável da federação regional do partido.
"Quando se hesita a ser candidato"
A demora na decisão já começava a preocupar as federações regionais do partido, e já tinha sido utilizada pela oposição. Christian Estrosi, candidato do partido de Nicolas Sarkozy a esta região, já tinha criticado a postura.
“Liderar uma região significa tomar decisões. Quando se hesita a ser candidato, quando se tem o braço a tremer, é incompatível”, defendera o candidato da UMP. Este fim de semana, o candidato voltou á carga através do twitter.
Parce que je n’ai pas peur du combat, je demande officiellement à @Marion_M_Le_Pen d’être candidate en région #PACA
— Christian Estrosi (@cestrosi) May 22, 2015
“Por não ter medo do confronto, peço oficialmente à Marion Marechal Le Pen que seja candidata”, escreveu. Marion respondeu, também pela rede social.
#Jedemandeofficiellement à @cestrosi d'arrêter de troller mon compte : https://t.co/1L77uVKeC1 Merci ! :)
— Marion Le Pen (@Marion_M_Le_Pen) May 22, 2015
Apesar da resposta, a candidata acabou por esclarecer as dúvidas e é agora oficialmente candidata às eleições regionais na região Provença-Alpes-Costa Azur. As eleições regionais realizam-se no próximo mês de dezembro, sendo a primeira eleição para os conselhos regionais desde a recente reforma que reduziu drasticamente o número de regiões. Esta deverá ser a última ida dos franceses às urnas antes das eleições presidenciais de 2017.