Marisa Matias considera escolhas europeias uma "decisão de filme"

por RTP

Em declarações à RTP, Marisa Matias diz não compreender escolhas dos altos cargos das instituições europeias e diz que é "mau demais para ser verdade". Quanto ao Presidente do Parlamento Europeu, a eurodeputada espera a possibilidade de haver "pontes" e "alianças mais progressistas".

A eurodeputada portuguesa frisa que embora David Sassoli, eleito para a presidência do Parlamento Europeu, não fosse o seu candidato, "é um Presidente que tem disponibilidade e capacidade de fazer pontes no sentido de podermos procurar fazer algumas alianças mais progressistas numa casa que está cada vez virada à direita e com mais força da extrema-direita".

Além disso, o seu discurso, segundo Marisa Matias, foi "um discurso que procurou unir a casa", mesmo sendo "difícil haver linhas comuns quando falamos de problemas que temos de enfrentar tão importantes" como as questões relativas aos refugiados, às migrações, aos direitos humanos e direitos das mulheres, à igualdade de género, por exemplo.

Relativamente às nomeações de Ursula Von der Leyen para a Comissão Europeia, de Christine Lagarde para o Banco Central Europeu, de Charles Michel para o Conselho Europeu e Josep Borrel Alto Representante para as Relações Externas da União Europeia, Marisa Matias disse que lhe parece "um filme surreal".

"Eu acho que isto é tudo matéria de um filme surrealista (...). Acho que a forma como as decisões são tomadas é o que mostra às pessoas que não há democracia na União Europeia em matéria de decisão (...). Parece-me um filme surreal", afirmou.