Michael Moore classifica reeleição de Bush como "nojenta"
O cineasta norte- americano Michael Moore, autor do documentário anti-Bush "Fahrenheit 9/11", classificou sexta-feira a reeleição do presidente norte- americana como "nojenta", mas apelou aos democratas para "não cortarem as veias".
Numa mensagem publicada no seu sítio na Internet, rompendo o silêncio a que se tinha remetido desde as eleições, Moore escreveu:
"Ok, é nojento. Na verdade, cheira muito mal".
No entanto, apresentou o que disse serem 17 boas razões para os democratas "não cortarem as veias", sublinhando que as sondagens mostram que a maioria dos norte-americanos (56 por cento) acha que o país vai no mau caminho e que 51 por cento considera que não valia a pena ter desencadeado a guerra no Iraque.
"Bush é um pato marreco", acrescentou Michael Moore, referindo que George W. Bush não vai voltar a ter um "momento grande" como o que teve esta semana, prevendo: "A partir de agora vai deixar as coisas correr, e além disso ele não se quer cansar mais e vai passar a maior parte do seu tempo no seu rancho ou em Kennebunkport".
Moore prevê ainda que Bush, "que vai tornar-se de tal modo arrogante e imprudente, vai cometer um erro tão grande que mesmo o seu próprio partido vai ser obrigado a demiti-lo".
Ainda para levantas os ânimos, o realizador de cinema citou um dos seus amigos: "Os Estados Unidos são um país de tal modo genial que nem precisam de um presidente".