EM DIRETO
Guerra no Médio Oriente. Acompanhe aqui, ao minuto, a evolução do conflito

Ministério Público francês pede cinco anos para Marine Le Pen

Ministério Público francês pede cinco anos para Marine Le Pen

Esta tarde, nas alegações finais no processo contra Marine Le Pen, o Ministério Público francês pediu uma pena de cinco anos de prisão, incluindo dois de prisão efetiva, e inegilibilidade de cinco anos para a líder do partido de extrema-direita Rassemblement Nationale.

Inês Moreira Santos - RTP /
Geoffroy Van Der Hasselt - AFP

O Ministério Público francês pediu cinco anos de prisão, incluindo dois anos de prisão, e uma pena de inelegibilidade de cinco anos para a líder de extrema-direita Marine Le Pen no caso de empregos fictícios para os assistentes parlamentares do partido.

“A lei aplica-se a todos”, insistiu o procurador, pedindo que esta sentença seja aplicada desde o momento da condenação, incluindo se a três vezes candidata presidencial recorrer, considerando que não é responsável pelas suas “ambições” políticas.

Esta sentença “proibiria os arguidos de concorrer em futuras eleições locais ou nacionais”, afirmou o procurador.

Foi ainda pedida uma multa de 300 mil euros.

Um dos procuradores sublinhou o caráter inédito dos factos que conduziram a este processo “pela sua amplitude, pela sua duração e, sobretudo, pelo seu caráter organizado, otimizado, sistémico e sistemático”, que conduziram a “um atentado grave e duradouro às regras do jogo democrático (...) e à transparência da política”.

Segundo o procurador, a FN montou “um sistema organizado”, com “um interesse pessoal direto” por parte dos principais dirigentes do partido, com o objetivo de “servir os interesses do partido” para poupar dinheiro com os assistentes parlamentares, numa altura em que atravessava “uma situação financeira particularmente tensa”.

O representante considerou, por isso, que era necessária “uma resposta exemplar” para os arguidos, que beneficiaram de “um estilo de vida confortável” com o desvio de fundos.

No final das alegações, Marine Le Pen denunciou a "violência" e "o excesso" destas requisições.

“Penso que o objetivo da acusação é privar os franceses da possibilidade de votarem em quem quiserem” e “arruinar o partido”, acrescentou a três vezes candidata presidencial, que nega a ambição de se candidatar às Eleições Presidenciais de 2027,  após o suposto desvio de fundos do Parlamento Europeu (PE) pelo seu partido União Nacional (RN, sigla em francês).

Marine Le Pen disse ainda esperar que o tribunal não dê ouvidos às exigências do Ministério Público.

Os procuradores franceses, que conduzem o processo iniciado a 30 de setembro no Tribunal Penal de Paris, pediram que a líder da extrema-direita francesa fosse condenada por desvio de fundos públicos e por ser cúmplice do mesmo crime, com uma pena de cinco anos de inelegibilidade, cinco anos de prisão, três deles isentos, e uma multa de 300.000 euros.

Se os juízes do tribunal decidirem impor a inibição de Le Pen de exercer cargos públicos na sentença prevista para o início de 2025, presume-se que a líder do RN irá recorrer, já que tal facto constituiria um sério obstáculo às suas ambições políticas nas próximas eleições presidenciais, após o fim do mandato de Emmanuel Macron.

O recurso, em princípio, deverá suspender a execução da sentença até que haja um julgamento final.


C/agências
PUB