Ministro israelita adverte que normalizar relações com sauditas pode ameaçar objetivos da guerra
O ministro das Finanças israelita advertiu hoje de que a normalização de relações com a Arábia Saudita poderá pôr em causa "objetivos da guerra", como a destruição do movimento islamita palestiniano Hamas e a sua substituição em Gaza.
Segundo Bezalel Smotrich, a prorrogação dos Acordos de Abraão não pode realizar-se "com base em mentiras" ou "à custa da segurança" de Israel, nem de qualquer dos resultados obtidos no âmbito da operação militar na Faixa de Gaza.
Smotrich, membro da ala de mais extrema-direita do Governo do primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, já se tinha declarado contra a normalização das relações diplomáticas com a Arábia Saudita se tal implicasse o reconhecimento de um Estado palestiniano.
Israel estabeleceu relações diplomáticas com os Emirados Árabes Unidos (EAU), o Bahrein e Marrocos durante o primeiro mandato de Donald Trump na Presidência dos Estados Unidos (2017-2021).
No entanto, a possibilidade de a Arábia Saudita se juntar aos Acordos de Abraão ficou esquecida em consequência da guerra israelita travada desde 07 de outubro de 2023 na Faixa de Gaza e das exigências sauditas de um futuro Estado palestiniano.
Referindo-se a Donald Trump, Smotrich saudou a "mudança refrescante" que representou o seu regresso à Casa Branca para um segundo mandato presidencial (2025-2029), em comparação com "a atitude" do anterior Governo, do Presidente democrata Joe Biden, que acusou de "boicotar publicamente uma grande parte do povo israelita".
"O Presidente Trump vai continuar a trabalhar para reforçar a segurança e o estatuto do Estado de Israel, como tem feito até à data", declarou Smotrich à comunicação social a partir do parlamento israelita (Knesset), noticiou o diário The Times of Israel.
"O Governo Trump, por outro lado, apresenta uma abordagem diferente que expressa respeito mútuo e apreço pela democracia israelita", contrapôs Smotrich, também elogiando o enviado especial de Washington para o Médio Oriente, Steve Witkoff, destacando o seu "profundo compromisso" com Israel.