Moçambique permite abate de 54 leões na época de caça de 2026

Moçambique permite abate de 54 leões na época de caça de 2026

As autoridades moçambicanas autorizaram o abate de até 54 leões na época de caça de 2026, sobretudo na reserva do Niassa, tal como em 2025, mas com aumentos nas quotas de elefantes, leopardos e hipopótamos.

Lusa /

No diploma em que o Ministério da Agricultura, Ambiente e Pescas define as quotas e a época venatória de 2026, a vigorar até 30 de novembro, com data de 04 de junho e que a Lusa teve hoje acesso, constata-se um quadro de ligeiro aumento global, mas com diferenças entre espécies, incluindo cortes expressivos nas rolas e aumentos significativos em codornizes, zebras e elefantes.

Segundo os dados oficiais, o leão - uma das espécies mais sensíveis e emblemáticas - não regista qualquer alteração, mantendo a quota nos 54 abates, o que sugere uma política de estabilidade e controlo apertado neste grupo.

Desta quota, fica autorizado o abate de 31 leões em Coutadas Oficiais e Blocos da Reserva Especial do Niassa, no norte do país.

A quota de abate de elefantes cresce de 37 para 55 este ano, a de leopardos aumenta de 105 para 119, a de hipopótamos de 55 para 61, a de zebras 392 para 452, enquanto a de crocodilos recua de 634 para 617.

A época de caça de 2026 apresenta, ainda um aumento global de quotas, passando de 20.186 em 2025 para 20.537, uma subida de 1,7%.

As maiores diferenças verificam-se, sobretudo, entre espécies de aves e de médio porte.

A principal redução ocorre nas rolas, cuja quota desce de 2.190 para 2.070 abates (menos 120), representando o maior corte absoluto do plano para 2026.

Também o búfalo regista uma descida, de 1.182 para 1.135 (menos 47), a par de outras reduções em espécies como o francolino (menos 26) e o chipenhe grisalho (menos 31).

Entre as quedas mais expressivas está ainda o macaco-amarelo, que passa de 35 para apenas 10 abates, numa das reduções proporcionais mais acentuadas, além de recuos em espécies como o boi-cavalo, de 260 para 237, e a pala-pala, de 652 para 629.

Em sentido oposto, a quota das codornizes apresenta o maior aumento, com 100 abates em 2026, após nenhum abate em 2025. Também os pombos aumentam de 1.380 para 1.456 (mais 76), a zebra de 392 para 452 (mais 60), e o cabrito cinzento de 644 para 702 (mais 58).

Outras subidas relevantes incluem o cabrito chengane (mais 38), o impala (mais 39) e o porco-bravo (mais 33), indicando uma redistribuição das quotas para espécies consideradas mais abundantes.

No conjunto, os dados apontam para uma manutenção da atividade venatória em níveis próximos dos de 2025, mas com ajustes seletivos por espécie, combinando cortes em fauna sujeita a maior pressão com aumentos em grupos considerados mais resilientes.

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