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Moçambique sem registo de casos de raptos há seis meses

Moçambique sem registo de casos de raptos há seis meses

Moçambique está há seis meses sem registo de casos de raptos, anunciou hoje o Presidente moçambicano, Daniel Chapo, sublinhando que a melhoria da segurança reforça a confiança e a atratividade de investimentos nacionais e estrangeiros.

Lusa /

"Moçambique está há seis meses sem o registo de casos de rapto confirmado pelas autoridades", declarou o chefe de Estado moçambicano e presidente da Frente de Libertação de Moçambique (Frelimo, partido no poder) durante a abertura do II Conselho Nacional da Organização da Juventude Moçambicana (OJM) da Frelimo, em Maputo.

Segundo Daniel Chapo, esta estabilidade cumpre a promessa feita na sua tomada de posse, em janeiro de 2025, e começa a devolver segurança à classe empresarial nacional e internacional, principal alvo dos raptos, que já vitimaram cerca de 150 empresários em 12 anos, segundo dados anteriores dos empresários.

"Esta nova realidade começa a refletir-se como um fator determinante para a confiança e investimentos da classe empresarial nacional e internacional", assinalou ainda o chefe de Estado e presidente da Frelimo.

Em 15 de março, Chapo afirmou que as autoridades estavam a trabalhar com "calma e serenidade" para travar este tipo de crime no país.

"Tínhamos situações de estrangeiros que queriam investir em Moçambique e que acabavam não investindo por causa deste crime concreto e nós estamos a trabalhar com calma e serenidade no combate a este mal", disse o chefe de Estado, em Bruxelas.

Segundo o Presidente moçambicano, o empresário português libertado na semana anterior (10 de março) era o único refém ainda em cativeiro no país, destacando a redução de casos deste tipo de crime, fator essencial para atrair investimentos.

Cerca de 300 pessoas envolvidas em casos de rapto foram detidas desde os primeiros registos destes crimes em Moçambique, em 2010, disse à Lusa, em 23 de outubro, o porta-voz do Sernic, explicando que esta estatística representa apenas um número aproximado.

Nos últimos 12 anos, uma centena de investidores também deixou o país por receio, segundo números divulgados em 2024 pela Confederação das Associações Económicas de Moçambique (CTA).

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