Muito elevado: OMS sobe nível de risco na República Democrática do Congo por causa do Ébola
As mortes suspeitas devido ao Ébola na República Democrática do Congo (RDCongo) ascendem a 177 e os casos a 750, afirmou esta sexta-feira o diretor-geral da OMS.
A Organização Mundial da Saúde (OMS) elevou o nível de risco da estirpe Bundibugyo do vírus Ébola para "muito elevado", a nível nacional, na RDCongo.
"Estamos a rever a avaliação de risco para muito elevado a nível nacional, elevado a nível regional e baixo a nível global", revelou o diretor-geral da OMS, Tedros Ghebreyesus.
O anterior balanço apontava para 160 mortos e 671 casos. Na RDCongo, os números aumentam "à medida que melhoram os trabalhos de vigilância e os testes laboratoriais, mas a violência e a insegurança estão a dificultar a resposta", acrescentou o responsável máximo da agência de saúde das Nações Unidas.
Tedros Ghebreyesus indicou o destacamento de mais profissionais da OMS para a província congolesa de Ituri, o epicentro da epidemia, para apoiar as comunidades afetadas, mantendo-se ao mesmo tempo o contacto regular com as autoridades governamentais para coordenar as ações de resposta.
A RDCongo é regularmente afetada por epidemias do vírus Ébola, que se transmite através do contacto direto com sangue ou outros fluidos corporais de pessoas infetadas ou animais infetados e provoca febre hemorrágica grave, dores musculares, fraqueza, dores de cabeça, irritação da garganta, febre, vómitos, diarreia e hemorragias internas.
A epidemia, declarada a 15 de maio, corresponde a uma nova estirpe do Ébola, para a qual não existe vacina e cuja taxa de mortalidade varia entre 30% e 50%, segundo a OMS.
O Ébola provoca uma febre hemorrágica altamente contagiosa, tendo já causado mais de 15 mil mortes em África nos últimos 50 anos.
c/ agências