Mulher de presumível assassino em série acusa-o de oito novas mortes
A mulher do presumível assassino em série francês Michel Fourniret, Monique Olivier, acusou o marido de oito novas mortes durante interrogatórios a que foi sujeita na Bélgica desde meados de Fevereiro, indicou hoje o Ministério Público de Dinant (sul).
"Conclui-se do conjunto das declarações de Monique Olivier desde 17 de Fevereiro que ela acusa o marido de oito novas mortes", disse o procurador do rei de Dinant, Arnoud d+Aspremont Lynden, confirmando informações avançadas por fontes judiciais desde terça- feira.
A 17 de Fevereiro, Monique Olivier acusou Michel Fourniret, de 62 anos, da morte de três raparigas que o casal tinha recrutado como "baby-sitters".
Segundo Aspremont Lynden, Monique Olivier veio agora alterar as suas declarações anteriores, "dizendo que não se trata de três, mas de duas baby-sitters", "Mais - acrescentou -, ela fez declarações sobre seis outras raparigas, declarações relativamente vagas que estamos a analisar".
Michel Fourniret, detido na Bélgica, está a ser investigado por seis mortes em França e duas na Bélgica, bem como por uma tentativa de sequestro. Reconheceu ter cometido oito homicídios e uma tentativa de assassínio.
A mulher do presumível assassino em série acusa-o de mais 12 mortes, cometidas na Bélgica e em França entre 1987 e 2001, sendo meninas quase todas as vítimas.
Monique está a ser igualmente investigada por cumplicidade em quatro crimes do lado francês e dois do lado belga.
Os investigadores belgas não excluem a possibilidade de a mulher de Fourniret ter multiplicado as acusações para atrasar a investigação belga e a sua extradição para França.